Praça Catarina Paraguaçu
Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos
Primeira Capital do Brasil
A Ermida de Nossa Senhora da Graça

Tudo começou em 1509, quando o vianense Diogo Álvares, o Caramuru, naufragou na costa da Bahia, fundando a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, que denominou Vila Velha, no local do atual bairro da Graça. Por volta de 1530, ele e Catarina Paraguaçu, após retornarem da França (Saint-Malo, Bretanha), onde a Princesa Índia foi batizada (30-VII-1528) Katherine du Brézil, construiram a Ermida da Graça primeiro santuário Mariano do Brasil, doada por Catarina, em 1586, ao Mosteiro de São Bento da Cidade do Salvador:

A Igreja e Mosteiro da Graça, tombados pelo SPHAN em 1938, são patrimônio do Mosteiro de São Bento da Bahia, com as terras adjacentes, onde se encontra a
Praça Catarina Paraguaçu e a Fonte Nossa Senhora da Graça, doações de Catarina Paraguaçu e descendentes, sendo 79o abade o Rvmo. Arquiabade Dom Emanuel d’Able do Amaral, tendo o Mosteiro Nossa Senhora da Graça, como capelão Dom Bernardo Lucas.

Diogo e Catarina Álvares Caramuru constituiram a primeira família brasileira, documentada, sendo a mais antiga raiz genealógica, no Brasil, da qual descende a Casa da Torre de Garcia D'Avila.

 
ACERVO: Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D'Avila

Associação dos Moradores da Graça - Amograça
É fundador e presidente da Amograça, Flávio Damásio de Paula, também idealizador da Campanha Graça Solidária, a nobre campanha, que visa auxílios para os irmãos carentes, de forma voluntária, completando no ano de 2007 dez anos de atividades, liderada por D. Hortência e Flávio de Paula.

As Homenagens e Agradecimentos, como descendente direto de Diogo e Catarina Álvares Caramuru, no ramo genealógico da Casa da Torre, oferecendo à Amograça um Brasão de Armas, trabalho do heraldista Victor Hugo Carneiro Lopes, incorporado ao Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D'Avila.

Rio de Janeiro -RJ, 12.IV.2008, Christovão de Avila


   
 
 
Amograça
Associação dos Moradores da Graça
Congrega os fiéis da comunidade da Graça,
na Igreja de Nossa Senhora da Graça,
fundada por Catarina Paraguaçu, matriarca
do Morgado da Torre.
Salvador, 16-III-2008. V.Hugo C.Lopes
 
Ermida de
Nossa Senhora da Graça
Um dos templos pioneiros do cristianismo
na América. Vinculado à Casa da Torre,
pela sua doação à Ordem de São Bento
em 1586 por Catarina Álvares
matriarca
do Morgado de Tatuapara.
Salvador, 10-VI-1996. V.Hugo C.Lopes
 
ACERVO: Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D'Avila
 

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Praça Catarina Paraguaçu
Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos

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Foto Hortência de Paula. FEV.2008
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Flávio de Paula
- Presid. da Amograça
e Christovão de Avila - Presid. do CCPCTorre

A PRAÇA





Fonte Nossa Senhora da Graça
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Praça Catarina Paraguaçu
1º Aniversário

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Domingo 17-08-2008
Clique na imagem acima para ver as fotos

VÍdeo - DESCONTINUADO
Link: BATV - Vídeos

2006 - Todos os direitos reservados para Rede Bahia

 
 

Catarina Paraguaçu
480º Aniversário de Batismo

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Bairro da Graça na BATV

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Link: BATV - Vídeos
VÍdeo - DESCONTINUADO

VÍdeo - DESCONTINUADO
Rede Bahia Revista
Domingo 18-05-2008

Bairro da Graça



 
 
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Praça Catarina Paraguaçu
Missa campal, em Ação de Graças pelos 459 Anos da
Fundação da Cidade do Salvador


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Fotos: Hortência de Paula


BA TV - Rede Bahia
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Praça Catarina Paraguaçu
Inauguração em 17 de agosto de 2007

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.Inauguração da Praça Catarina Paraguaçu
17 de agosto de 2007
O Administrador Regional da Barra - Graça, Flávio de Paula, presidente da Amograça, Christovão de Avila e o morador antigo da Graça, muito interessado pelos assuntos do bairro, Pedro Godinho.
A população do bairro saiu em procissão, após a missa festiva, desde a igreja da Graça, construída pela índia, para agradecer ao Prefeito João Henrique pelo resgate das origens da Cidade, da Bahia e do Brasil.
A praça Catarina Paraguaçu e a fonte, momentos antes da inauguração, com a iluminação especial ali instalada, serão novas referências turísticas para a cidade.
A praça com a fonte hoje totalmente urbanizadas agora podem ser usadas pelos moradores como área de lazer, onde também foi isntalado um parquinho infantil
O eng. Euvaldo Jorge, presidente da DESAL - Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador apresenta ao Prefeito João Henrique destalhes do projeto.
Flávio de Paula que destacou ser esse dia 17 comemorativo do patrimônio histórico, lembrou que a fonte de Catarina Paraguaçu é um desses patrimônios da cidade do Salvador.

Vestida como Índia Paraguaçu, a guia de turismo Glória Moura, entre o Administrador Regional da Barra - Graça, Flávio de Paula, presidente da Amograça e Christovão de Avila.

O Prefeito João Henrique sendo cumprimentado pelo descendente de Diogo Alvares e Catarina Paraguaçu, o historiador Christovão de Avila, acompanhado do advogado rotariano Risodalvo Menezes.

Fotos: Flávio de Paula
 
Prefeito inaugura Praça Catarina Paraguaçu
 
Diário Oficial do Município - 17/08/2007 21:49
 
 
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"A Praça Catarina Paraguaçu e a Fonte Nossa Senhora da Graça, local onde a índia se banhava há quase 500 anos, foram inauguradas nesta sexta-feira (dia 17) à noite pelo prefeito João Henrique, na Graça. A população do bairro saiu em procissão, desde a igreja, também construída pela índia, para agradecer ao prefeito por mais esse benefício. Acompanhado pelo secretário de Transportes e Infra-Estrutura, Pedro Dantas, o presidente da Associação de Moradores, Flávio de Paula e pelo ex-vereador Pedro Godinho, entre outras autoridades, o prefeito destacou o incentivo ao turismo como uma das alavancas para o desenvolvimento, assegurando que a praça e a fonte serão novas referências turísticas para a cidade.

Vestida como a índia Catarina Paraguaçu, a guia de turismo Glória Moura se disse emocionada com a recuperação dessa importante área e agradeceu ao prefeito pela iniciativa. Suas palavras de agradecimento foram as mesmas de Flávio de Paula que destacou ser esse dia 17 comemorativo do patrimônio histórico, lembrando que a fonte de Catarina é um desses patrimônios da cidade do Salvador. O ex-vereador Pedro Godinho lembrou outras obras realizadas pela Prefeitura de Participação Popular, como a recuperação do Largo da Graça, Largo da Vitória e pela construção da encosta do Morro do Gavazza, que beneficiam os moradores desses três importantes bairros
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O prefeito disse que a praça com a fonte hoje totalmente urbanizadas agora podem ser usadas pelos moradores como área de lazer onde também foi isntalado um parquinho infantil. Disse que a iluminação especial ali instalada garntirá maior segurança para todos. Falou das dificuldades em governar uma das maiores metrópolis do país que hoje abriga 350 mil desempregados, afirmando que "é urgente acompanhar o crescimento da cidade que recebe diariamente dez novas famílias, atraídas por nossas belezas naturais ou em busca de um futuro melhor".
 


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Missa na Igreja de Nossa Senhora da Graça, da Bahia
17 de agosto de 2007

Missa celebrada por D. Miguel, prior do Mosteiro de São Bento, com o Coral do Mosteiro, em Ação de Graças pela Praça Catarina Paraguaçu, inaugurada pelo prefeito João Henrique, localizada nos terrenos da primitiva Ermida da Graça, fundada por Caramuru, um dos templos pioneiros do cristianismo na América, doada com as terras adjacentes por Catarina Paraguaçu no dia 16 de julho de 1586 ao Mosteiro de São Bento da Cidade do Salvador.
Ao final da missa, foi apresentada pela cantora lírica Cyrene Paparotti uma versão para piano, letra em italiano, da "Ópera Brasiliana – Paraguassú" (Junius Villeneuve), escrita por Francisco Bonifácio d'Abreu em homenagem "A Sua Maestá l'Imperatore del Brasile Don Pietro Secondo", que foi apresentada na "Fête officielle au palais des Tuileries pendant l'Exposition Universelle de 1867" em Paris (há 140 anos) cuja partitura inédita, acaba de ser encontrada na Biblioteca Real da Bélgica. Foram oferecidas reproduções dos originais desta partitura, ao Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e ao Mosteiro de São Bento, pelo chanceler Eduardo André Chaves Nedehf, Marquês de Viana, do acervo familiar do Memorial Visconde de Mauá, na ocasião representado pelo Comendador Christovão de Avila, que é Conselheiro Diretor do Memorial. Vestida como Índia Paraguaçu, a guia de turismo Glória Moura, participou da apresentação da Ópera na Igreja da Graça e da cerimônia de inauguração da Praça Catarina Paraguaçu.
CYRENE PAPAROTTI - Mestra em canto pela New York University [NYU] nos E.U.A. e bióloga pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras Carlos Pasquale [FICAP] em São Paulo, SP. Como especialização adquiriu o Diploma de Fim de Estudos [D.F.E.] no conservatório Hector Berlioz em Paris e o Diploma do Estado [D.E.] em canto, na França. Foi docente em canto nos cursos de Graduação da NYU, nos EUA, na Universidade Federal da Bahia [UFBA], na Faculdade Social da Bahia [FSBA], ambas em Salvador. Foi professora de canto em conservatórios municipais da região parisiense e Picárdia na França. Na Itália, França e EUA interpretou vários papéis em ópera. Atualmente é recitalista, concertista, regente e professora em vários Master Classes no Brasil e França. É também professora de canto do IEM – Instituto de Educação Musical.
DVD Vídeo - Master


Palestras na Bahia
15 e 18.ago.2007

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Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - IGHB
Presidente: Profa. Consuelo Pondé de Sena
 
O Eng. e Historiador Christovão de Avila lança o Programa
CARAMURU 500 Anos e dá início às comemorações
dos 200 Anos da vinda da Corte Portuguesa para o Brasil.
Caramuru - Cinco Séculos de História
DETAHES E FOTOS - CLIQUE SOBRE A IMAGEM ACIMA
Instituto Geográfico e Histórico da Bahia - IGHB e Instituto Genealógico da Bahia - IGB,
em Salvador, e Prefeitura de Mata de São João, em Praia do Forte.

PRIMEIRO REGISTRO DE CONTATO DA ESQUADRA REAL, CONDUZINDO A FAMÍLIA REAL PORTUGUESA, COM O BRASIL
 
Considerando a importância deste momento histórico apresentamos as informações relativas ao Primeiro Contato com o Brasil, baseadas em REGISTROS confiáveis e de reconhecido valor histórico, e registradas em DOCUMENTO PRIMÁRIO, da autoridade responsável pela segurança da nau capitânia:

REGISTRO
:
Consta da História do Brasil, de Pedro Calmon o Registro:
"A Esquadra Real apercebeu-se da proximidade da costa do Brasil, na altura da Torre de Garcia D'Avila ... . Fundeou na Bahia às 4 da tarde de 22".
(CALMON, Pedro. História do Brasil (7 volumes). Livraria José Olympio Editora, Rio de Janeiro - 1959, volume IV, na página1367, transcreve nota de Melo Morais, Corografia Histórica, I, pág.65).

DOCUMENTO PRIMÁRIO
:
Do diário do Almirante D. João Manuel de Menezes, futuro Marquês de Viana, que comandou a nau Martim de Freitas e a fragata Urânia, responsável pela defesa da nau capitânia que conduziu a Rainha D. Maria I e o Príncipe Regente D. João, de Lisboa ao Rio de Janeiro e, em 1821, reconduziu D. João VI e sua Corte a Lisboa,
consta:
"...A´s 9 horas e 45 minutos avistamos na costa a E41/2 NE, huma torre branca com grande fogo aceso"... "Era o signal que estavamos muy próximos da cidade da Bahia de Sam Salvador. 22 de Janeiro...";
(NEDEHF, Eduardo André Chaves. "Diário de Bordo do Marquês de Viana". Obra publicada por seu tetraneto, atual Marquês de Viana, para as comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil, contendo os fac-símiles dos documentos originais, sendo que e o próprio documento original (diário) encontra-se no Rio de Janeiro, parte do acervo do Memorial Visconde de Mauá).

INÍCIO DAS COMEMORAÇÕES - NOTÍCIA NA IMPRENSA:
O Jornal Voz de Portugal, de 12 de julho de 2007 registra a palestra no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, realizada no dia 15 de agosto de 2007, "dando início às comemorações do bicentenário da vinda da Família Real Portuguesa ao Brasil", com o relato, dentre outros assuntos, do episódio da chegada de parte da esquadra dos navios que conduziam o então Príncipe Regente, sua Mãe a Rainha D. Maria I e a Família Real, sinalizada pelo sistema de almenaras da Torre de Garcia D'Avila à cidade do Salvador.

DIVULGAÇÃO:
No sábado, dia 18 de agosto de 2007, esta palestra, intitulada "Caramuru e Paraguaçu - Cinco Séculos de História, na Origens Européias do Brasil - 1509-2009", foi repetida no auditório da Escola São Francisco, em Praia do Forte (ambiência das ruínas do Castelo da Torre de Garcia D'Avila), situada em frente ao local de aproximação da Esquadra Real Portuguesa, assistida pela a comunidade local, autoridades e convidados. Promovida pela Frefeitura de Mata de São João e apoiada pela Associação Comercial e Trística de Praia do Forte - Turisforte, resgata o processo de formação do município, o desenvolvimento social, político e econômico, uma iniciativa, resultado do esforço da Prefeitura em resgatar as tradições culturais que definem a identidade do povo matense. (http://www.pmsj.ba.gov.br)
Estas informações foram passadas aos Institutos Históricos e Instituições Culturais, a diversos historiadores, pesquisadores e interessados nas comemorações, principalmente do Rio de Janeiro, da Bahia e de Lisboa, encontrando-se estes detalhes neste site oficial da Casa da Torre, desde agosto de 2007.
No dia 22 de janeiro de 2008 (200 anos do primeiro contato com o Brasil), na página principal foi aceso o fogo sinalizador da "Torre", com a imagem da aproximação da Esquadra Real, constando do site detalhes como a localização das "torres" intermediárias, integrantes do sistema de almenaras, estando inclusive uma foto do relógio de bolso do Comandante D. João Manuel de Menezes, futuro Marquês de Viana.

INFORMAÇÕES SOBRE A "TORRE":
Trata-se da Torre do Castelo Garcia D'Avila, ou Torre de Tatuapara, ou ainda Torre Singela de São Pedro de Rates, construção que obedeceu ao "Regimento" trazido em 1549 por Tomé de Souza, nosso primeiro governador-geral. Neste importante documento, nossa primeira Constituição, D. João III determinara, assim como às demais colônias portuguesas, a construção de "torres de defesa e sinalização", em pontos estratégicos. Coube esta missão a Garcia D'Avila, chegado com o governador, que em 1551, que, subindo o litoral atingiu o porto do Açu da Torre, ali encontrando a colina de Tatuapara, ponto estratégico, por estar localizado onde chegam as correntes marítimas que vêm do oceano, portanto, o primeiro ponto de onde são avistadas as embarcações, sendo o único local da costa, até a capital, com acesso à terra. Colocada em situação privilegiada, a "Torre" guarnecia os caminhos marítimos ao norte da capital, enquanto servia de atalaia ao tráfego marítimo, fiscalizando o movimento de embarcações que demandavam ao porto da Bahia, através do sistema de semáforo, que ali já funcionava desde os tempos das invasões holandesas. Em 1668, resolvera o Governo Geral estabelecer, oficialmente, um sistema de avisos entre as povoações litorâneas.
Esta "Torre", discutida e debatida pelos mais respeitados pesquisadores e historiadores, somente no ano de 1999 conseguimos desvendar seus detalhes, complementados por um relatório de historiadores e autoridades do governo, datado de 1919, contendo um desenho detalhado, mostrando e dando a localização da sua ruína, na época com a altura de dois andares, imagem que se encontra neste site, desde aquele ano de 1999 (HISTÖRIA).
...... 24 de janeiro de 1808: "Sob a hospitalidade Soteropolitana, procedeo solemnemente S.M.F. a Senhora D. Maria I e seu Muy Alto e Poderoso Filho o Principe Regente D. JOÃO o beija-mão no palácio do governador, e n'esta mesma noite o governador Conde da Ponte offereceu huma lauta e faustoza ceia aos Augustos Soberanos no bello solar do Unhão onde ficaram hospedados. Ainda assim a Real Família continuava enluctada pelo infeliz passamento do capitam Conde da Cea, em tragédia marítima ocorrida no mesmo dia da chegada." (**)
No Solar do Unhão residia o Secretário do Governo e futuro Barão de Jaguaripe aos 31 anos de idade, em companhia de sua mãe, a então Morgada da Casa da Torre de Garcia D'Avila, D. Ana Maria de São José e Aragão, que enviuvara três dias antes. Era a Quinta e Solar do Unhão um complexo agro-industrial com casa grande, na época com dois pavimentos, sua Capela de Nossa Senhora da Conceição e senzala, cais de desembarque, fonte, aqueduto, chafariz, armazens e velho alambique com seus tanques. Tornara-se residência dos Senhores da Torre, na capital, desde 1700, quando foi a propriedade comprada do Desembargador Pedro Unhão Castelo Branco por José Pires de Carvalho e Albuquerque, o velho, que ali fixou moradia, onde por mais de um século habitaram a mansão diferentes membros da Casa da Torre, até 1827 quando foi arrendada à Neuron & Cia., que nela instalou afamada e duradoura fábrica de rapé. Foi a propriedade vendida em 1917 a Clemente Pinto de Oliveira Mendes. (**) SANCTO, Padre Luiz Gonçalves de. Memórias para servir à História do Brasil vividas em três épocas da Felicidade, Honra e Glória, escritas na Corte do Rio de Janeiro no anno de 1821 e oferecidas à Sua Majestade El Rei Nosso Senhor, Senhor D. João VI pelo Padre Luiz Gonçalves de Sancto. Tomo 1 e 2. Lisboa na Impressão Régia do Reino. 1823. pp 278, 279 e 280. ......
...........................................................................................Christovão.de.Avila

Praça Catarina Paraguaçu
Construção em 2007

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Visita ao eng. Euvaldo Jorge, presidente da DESAL - Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador, do presidente da Amograça Flávio de Paula, acompanhado de Pedro Godinho.
NOTÍCIAS
[30/06/2007] DIVULGAÇÃO DA PRAÇA CATARINA PARAGUAÇU
  O Diário Oficial da Prefeitura Municipal de Salvador - Bahia, de 16 a 18 de junho de 2007, publica a notícia da visita do prefeito às obras da Praça Catarina Paraguaçu, no bairro da Graça, uma louvável iniciativa que resgata um precioso patrimônio histórico, das origens da Bahia e do Brasil.
Nas fotos ao lado, em cima, o Prefeito João Henrique, entre o Capelão do Mosteiro Nossa Senhora da Graça Dom Bernardo Lucas e o morador antigo da Graça, muito interessado pelos assuntos do bairro Pedro Godinho, acompanhados do Administrador Regional da Barra - Graça, Flávio de Paula.
Em baixo, Dom Bernardo acompanhado de fiéis da Igreja da Graça, da esquerda para a direita, Volnésia (Nésia), Terezinha, Fátima, Santana, Ailda, Maria José, Célia, Carmem, Dorival e Regina, voluntários da Campanha Graça Solidária, a nobre campanha, que visa auxílios para os irmãos carentes, de forma voluntária, completando neste ano dez anos de atividades, liderada por Hortência e por Flávio de Paula, que, como presidente da Associação dos moradores da Graça - AMOGRAÇA foi o idealizador e batalhador, pela vitoriosa realização da Praça, um antigo desejo dos moradores do bairro da Graça e adjacências.
 
 
Link: www.pedrogodinho.com.br
 

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Caramuru e Paraguaçu
ORIGENS da BAHIA e do BRASIL

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Diogo Alvares Caramuru

Natural de Viana do Castelo, noroeste da Península Ibérica, naufragou em 1509*, na costa da Bahia.
Conseguindo sobreviver, iniciou ali a primeira fixação comprovada do colonizador europeu, onde hoje é o alto da Graça, na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos. Sua povoação, denominou-a Vila Velha, onde se estabeleceram, além de Caramuru e sua família, outros de além-mar, alguns dos quais se casaram com filhos do próprio Caramuru, fidalgo da Casa Real de D. João III, em virtude de vários serviços prestados em benefício da Colônia.



 


Catarina
Alvares Caramuru (Paraguaçu)

Índia deste Brasil, filha do principal -Taparica, recebeu seu batismo em Saint-Malo na França, no penúltimo dia do mês de julho de 1528, tomando o nome cristão de Katherine du Brézil (Catarina do Brasil) e se tornou esposa de Caramuru.

 

Tela "O Sonho de Paraguaçu", na Sacristia da Igreja da Graça.

 

Certidão de Batismo:


(30 juillet 1528)
"Le pénultième jour du moys surdit fut baptisée Katherine du Brézil, et fut compère noble homme Guyon Jamyn, recteur de Saint-Jagu, et commère Katherine de Granches et Françoise Le Gobien, fille de l'aloué de Saint-Malo, et fut baptisée par maitre Lancelot Ruffier, vicaire curé dudit lieu, le dit jour que dessus. - P. Trublet". (Doc. N 1 - Bapteme de Catherine du Brézil (30 Juillet 1528) - Archives Municipales (Saint-Malo) - GG 6.


 
PRIMEIRO REGISTRO DE BATISMO DE UM BRASILEIRO - 30 de julho de 1528


Prefeitura Municipal de Salvador - Fundação Gregório de Mattos

 


1530
- Retornando o casal à Bahia, depois de quatro anos em França, Paraguaçu, sinceramente religiosa, esforça-se para converter as índias e faz construir a ERMIDA DE NOSSA SENHORA DA GRAÇA, um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo, posteriormente por ela doada à Ordem Beneditina da Bahia (1586). Paraguaçu cuida de instruir não somente as filhas e membros de sua família, como as irmãs de raça. É ela, então, a verdadeira Senhora da Bahia, onde Diogo é um legítimo Rei.

Nossa Senhora da Graça e Catarina Alvares Caramuru - Doação da primitiva Ermida da Graça, por Catarina Paraguaçu, em 1586, aos monges benditinos da Bahia. Desenho de Irmão Paulo Lachenmayer, OSB.


 


1548 - D. João III - Rei de Portugal, ao resolver mandar fundar a Cidade do Salvador, envia uma carta a Diogo Alvares - Cavaleiro da Casa Real, tendo como portador Gramatão Teles, na qual anuncia a vinda de Tomé de Souza, o que bem define o valor e os préstimos de Caramuru, o mais antigo morador da Bahia:

"Diogo Alvares.
Eu el-rei vos envio muito saudar. Eu ora mando Tomé de Souza, fidalgo da minha casa, a essa Bahia de Todos os Santos por capitão governador dela, e para na dita capitania e mais outras desse estado do Brasil prover de justiça dela, e do mais que ao meu serviço cumprir e mando, que na dita Bahia faça uma povoação, e assento grande e outras coisas de meu serviço. E porque sou informado pela muita prática e experiência, que tendes dessas terras, e da gente, e costumes delas, e sabereis bem ajudar e conciliar, vos mando, que o dito Tomé de Souza lá chegar, vos vade para ele e o ajudeis no que lhe deveis cumprir, e vos ele encarregar, porque fareis nisso muito serviço; e porque o cumprimento, e tempo de sua chegada a ela abastada de mantimentos da terra para provimento da gente, que com ele vai, escrevo sobre isso a Paulo Dias, vosso genro, procure por se haverem, e os vá buscar pelos portos dessa capitania de Jorge de Figueiredo. Sendo necessária vossa companhia e ajuda, encomendo-vos, que o ajudeis no que virdes que cumpre, que o fareis. Bartolomeu Fernandes a fez em Lisboa a 19 de novembro de 1548.
- Rei Sobrescrito
- Por El-Rei a Diogo Alvares, cavaleiro de minha casa na Bahia de Todos os Santos.
"

1549 - A 29 de março desembarcam Tomé de Souza - Primeiro Governador Geral do Brasil, com seus companheiros e fundadores da Cidade do Salvador, na Vila do Pereira, ao lado do morro de Santo Antônio, onde Diogo e Catarina Alvares Caramuru, com os Tupinambás, os esperavam e, subindo a encosta, acampam em Vila Velha, a povoação de Diogo Alvares.

Havia, descreve o Jesuíta Manoel da Nóbrega: "... uma maneira de igreja, junto da qual logo aposentamos os Padres e Irmãos em umas casas a par dela .... E ao terceiro dia, naquele local, celebrou Nóbrega uma missa solene, a primeira festa religiosa da Comitiva Oficial."


(Casa da Torre de Garcia D'Avila)
"Esta antiga e nobre família conserva a varonia legítima dos PIRES, a chefia e representação dos AVILAS e mais as representações de DIOGO ALVARES - CARAMURU e de sua mulher CATARINA PARAGUAÇU, além do título de VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D’AVILA".
(CASTRO, Orlando Guerreiro de. Casa da Torre de Garcia D’Avila - Varonia, Chefia e Representação.)
 

Praça Catarina Paraguaçu
Release

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PRAÇA CATARINA PARAGUAÇU
  INAUGURAÇÃO
"A Praça Catarina Paraguaçu e a Fonte Nossa Senhora da Graça, local onde a índia se banhava há quase 500 anos, foram inauguradas nesta sexta-feira à noite pelo prefeito João Henrique, no bairro da Graça. A população saiu em procissão, desde a igreja, também construída pela índia, para agradecer ao prefeito por mais esse benefício. Acompanhado pelo secretário de Transportes e Infra-Estrutura, Pedro Dantas, o presidente da Associação de Moradores, Flávio de Paula e pelo ex-vereador Pedro Godinho, entre outras autoridades, o prefeito destacou o incentivo ao turismo como uma das alavancas para o desenvolvimento, assegurando que a praça e a fonte serão novas referências turísticas para a cidade.".......................................(Diário Oficial do Município - 17/08/2007 21:49)


MISSA FESTIVA
A Associação dos Moradores da Graça – Amograça, presidida por Flávio de Paula, idealizador da restauração da preciosa Fonte e da construção da Praça, com o apoio de Pedro Godinho e com a participação do Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre, presidido pelo historiador Eng. Christóvão de Avila, descendente de Diogo Álvares Caramuru e Catarina Paraguaçu, promoveram a celebração de uma missa festiva, no dia da inauguração, 17 de agosto de 2007, na Igreja de Nossa Senhora da Graça, presidida por D. Miguel, Prior do Mosteiro de São Bento e com o Coral do Mosteiro, em Ação de Graças, pela Praça Catarina Paraguaçu, localizada nos terrenos da primitiva Ermida da Graça.

A ERMIDA DA GRAÇA
No local da atual Igreja da Graça, da Bahia, foi construída a Ermida de Nossa Senhora da Graça, por volta de 1530, por Diogo e Catarina Alvares Caramuru, um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo, primeiro santuário mariano do Brasil, doado em 1586, juntamente com as terras adjacentes, por Paraguaçu, aos monges de São Bento. A 29 de março de 1549, na Vila do Pereira, ao lado do morro de Santo Antônio, desembarcaram Tomé de Souza, primeiro governador-geral do Brasil, e o Padre Manoel da Nóbrega, com seus companheiros e fundadores da Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, dentre eles Garcia D'Avila, sendo recebidos por Diogo e Catarina Alvares Caramuru e os tupinambás. Subindo a encosta ali encontraram a primitiva Ermida da Graça e a povoação de Caramuru e Paraguaçu – Vila Velha –, onde acamparam; e ao terceiro dia celebrou Nóbrega a primeira festa religiosa da comitiva oficial.

PRIMÓRDIOS DA COLONIZAÇÃO DA BAHIA, E DO BRASIL
Trata-se do resgate da memória de um marco esquecido, dos primórdios da colonização da Bahia, e do Brasil, na presença da princesa Índia tupinambá – Catarina Paraguaçu –, filha de um principal Tupinambá, batizada "Katherine du Brézil", no dia 30 de julho de 1528, em Saint-Malo, na Bretanha (França), como lembra Pedro Calmon, "a mais antiga figura feminina da história do Brasil", esposa que foi de Diogo Álvares Caramuru, "deste Adão de Massapé", como celebrou Gregório de Matos, e assim registrou o Arquiabade do Mosteiro de São Bento da Bahia, Dom Emanuel d’Able do Amaral: "Uma cultura machista impede que os brasileiros conheçam um pouco mais sobre a vida de Catarina Paraguaçu. Se olharmos a história do Brasil, é ela quem dá origem ao nosso povo. Catarina foi uma presença marcante, um paradigma para todas as mulheres por sua iniciativa, sua obra e sua vida. Por muitos anos, entretanto, a princesa índia, que viveu até 26 de janeiro de 1589 tinha seu santuário visitado pelos governadores-gerais e nobres da época".

DIOGO E CATARINA ÁLVARES CARAMURU
Em 1509, o vianense Diogo Álvares naufragara na costa da Bahia, hoje Rio Vermelho, quando muitos de seus companheiros foram mortos pelos tupinambás. Após o massacre, passou a conviver com os índios, recebendo a alcunha de Caramuru, e o conhecimento adquirido dos costumes nativos em muito contribuiu para facilitar o contato dos primeiros missionários e da administração portuguesa.
Trata-se de um dos primeiros povoadores do Brasil, iniciador da primeira fixação comprovada do colonizador europeu, no alto da Graça, denominando-a Vila Velha, destacando-se a participação de Caramuru na construção da primeira capital do Brasil, a cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos.
Considerados a primeira família brasileira documentada, seus descendentes vincularam-se à geração de Jerônimo de Albuquerque com a filha da aldeia de Olinda, Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arco Verde – Primeira Sociedade Brasileira; à nobreza dos Pereiras e Marinhos; com os descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva; à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque; e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará; entrelaçaram-se na sucessão de Garcia D'Avila com a índia Francisca Rodrigues, integrando a Casa da Torre de Garcia D'Avila, e dando origem a boa parte população do Nordeste e a algumas das mais importantes famílias da Bahia e do Brasil, com prolongamentos até nas cortes européias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.

A VISÃO DE PARAGUAÇU

Após retornarem da França, onde permaneceram quatro anos, por volta do ano de 1530, Paraguaçu teve um singular sonho, por duas vezes. Em extensa praia vira um navio destroçado, homens rotos e encharcados, tremendo de frio e morrendo de fome, estando entre eles uma mulher muito branca e de fascinante beleza, tendo nos braços uma linda criança.
Mandou Caramuru que explorassem a costa, mas não foi encontrado nenhum vestígio de naufrágio. Paraguaçu teve outra vez o mesmo sonho. Caramuru ordenou novas buscas e, alguns dias depois, os indígenas notificaram haver-se despedaçado uma embarcação na costa de Boipeba, na ponta que ficou chamada dos Castelhanos, uma nau que conduzia navegantes espanhóis para o Rio da Prata.
Sem demora saiu Diogo Alvares em socorro dos náufragos, conseguindo salvar 17 pessoas, entre as quais alguns fidalgos, que hospedou em sua casa, merecendo uma honrosa carta de agradecimento de Carlos V. Mas não encontrou mulher nenhuma e soube que a bordo não havia pessoa do sexo feminino.
Na noite de volta do marido, a formosa dama tornou a aparecer a Catarina, agora sozinha e com as vestes molhadas, dizendo que a mandasse buscar para sua aldeia e lhe fizesse um abrigo. Sua voz era tão melodiosa que Paraguaçu despertou rogando insistentemente ao esposo que fosse de novo à ilha à procura da senhora. Fazem-se pesquisas sem sucesso e, finalmente, em uma palhoça, Diogo Alvares encontrou uma imagem da Virgem Maria com o Menino nos braços, que um índio recolhera na praia.
Ao receber a imagem, Paraguaçu abraça-se com ela, derramando lágrimas de alegria e declarando ser a que vira em sonho.
A seu pedido, o marido construiu uma Ermida de taipa, que posteriormente passou a ser de pedra e cal, para onde foi transladada e começou a ser venerada a Imagem, sob a invocação de Nossa Senhora da Graça, em atenção à prodigiosa graça da aparição em sonhos da Mãe de Deus a Catarina, ou em razão da graça que fizera aos náufragos, revelando-lhe o paradeiro dos mesmos.
Ao dar este título à Mãe de Deus talvez Caramuru tenha se lembrado da imagem milagrosa encontrada na praia de Cascais (Portugal) em 1362, à qual denominaram Nossa Senhora da Graça, pela mercê de ter ela aparecido junto com um lanço de peixes, que eles haviam oferecido à Virgem Maria, na Vigília da Assunção.

O FIM
Morre Diogo Alvares a 5 de outubro de 1557 e é enterrado no Mosteiro de Jesus. E Paraguaçu, após doar a hermida aos Monges Beneditinos da Bahia, em 1586, veio a falecer a 26 de janeiro de 1589. Os restos mortais de Catarina, segundo sua vontade, repousam onde sempre estiveram, no solo, em local fronteiro à capela-mor, sob uma pequena pedra mármore. E, uma grande lápide, ostentando o Brasão de Armas da Casa da Torre, foi colocada 1797, na parede à direita junto ao altar de São José, onde a vemos com a seguinte inscrição: “Sepultura de Catarina Alvares Caramuru, que foi desta Capitania da Bahia, a qual ela e seu marido, Diogo Alvares, natural de Vianna deram aos Senhores Reis de Portugal. Edificou esta Capela de Nossa Senhora da Graça e deu com as terras anexas ao Patriarca de São Bento, em o ano de 1582”. (1586)

HOMENAGEM

O Primeiro Congresso de História da Bahia, comemorando 400 anos da fundação da cidade do Salvador, reunido em 1949, pelo Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, fez colocar, na fachada da Igreja da Graça, uma significativa placa de mármore, numa comovedora homenagem à família brasileira, que naquele local, e à sombra daquele templo se criou:
 
 
 
 
PATRIMÔNIO
 

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Christovão de Avila
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