PATRIMÔNIO
 
PATRIMÔNIO HISTÓRICO, CULTURAL E NATURAL
SALVADOR - BAHIA, PRIMEIRA CAPITAL DA TERRA DO
CRUZEIRO DO SUL, BERÇO DA CIVILIZAÇÃO BRASÍLICA, HOJE
CAPITAL HISTÓRICA, INTEGRA O MAIS ANTIGO E MAIS
PRECIOSO ACERVO CULTURAL E ARQUITETÔNICO COLONIAL
BRASILEIRO, PRESEVADO PELA UNESCO, COMO
PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE.
Igreja de N. Senhora da Graça
Cnstruída por Diogo e Catarina Alvares Caramuru, um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo.
Santo Antônio do Argoin
Colocada na capela de S. Francisco, em Itapoã, levada para a Capela da Torre, e finalmente para a Igreja de S.Francisco.
Praça Catarina Paraguaçu
Praça e Fonte Nossa Senhora da Graça, local onde a índia, esposa de Caramuru, se banhava há quase 500 anos.
Igreja da Ordem 3a de S.Francisco
Reconstruída em 1702 por Domingos Pires de Carvalho, de tradicional família de São Pedro de Serzedelo, Portugal.
Graça Solidária
Campanha, que visa auxílios para os carentes do bairro da Graça e arredores.
Boletim Informativo, em PDF e eventos.
Solar do Unhão
Em 1690, residiu ali o Des. Pedro Unhão Castelo Branco, que vendeu em 1700 a José Pires de Carvalho e Albuquerque.
Paraguaçu na Câmara Municipal de Salvador
Óleo sobre tela, de Júlio Simmonds, 1891, Acervo CMS.
Capela de S. Francisco das Chagas
Religiosos franciscanos, de 1680 a 1690, levantaram, em Barra, uma capela em homenagem ao então Senhor da Torre.
Igreja N. Sra. do Monte Serrat
Construída em Itapagipe por Garcia D'Ávila e doada ao Mosteiro de São Bento da Bahia.
Centro Cultural Avelino Freitas
Aberto em 1999, funciona no casarão construído no final do século XIX, pelo Coronel Irineu Ribeiro Simões. Barra-BA.
Capela de S. Francisco, em Itapoã
Erguida por ordem de Francisco Dias D'Avila, Senhor da Torre, abrigou a imagem do Santo Antônio do Argoin.
Artes Plásticas, Rio de Janeiro - RJ
Castelo da Torre de Garcia D'Avila em tela, de Gilberto Freyre, pertencente ao acervo do IHGB, no Rio de Janeiro
Igreja de São Francisco
Onde se encontra o jazigo dos Avilas e Pires e Albuquerque, diante do altar de Nossa Senhora da Conceição.
Navio Garcia D'Ávila
Lisboa, 12.abr.2008 (Lusa) - O navio vai estar à vistação no Cais da Rocha Conde D'Óbidos, com destino ao Brasil.
Um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo,
primeiro santuário mariano do Brasil
 
Igreja de Nossa Senhora da Graça, Salvador - Bahia
 
No local da atual Igreja da Graça, da Bahia, foi construída a Ermida de Nossa Senhora da Graça, em torno de 1530, um dos templos pioneiros do cristianismo no Novo Mundo, primeiro santuário mariano do Brasil, por Diogo e Catarina Alvares Caramuru e doado, em 1586, juntamente com as terras adjacentes, por Paraguaçu, aos monges de São Bento.

A 29 de março de 1549, na Vila do Pereira, ao lado do morro de Santo Antônio, desembarcaram Tomé de Souza – primeiro governador-geral – e o Padre Manoel da Nóbrega, com seus companheiros e fundadores da Cidade do Salvador, da Bahia de Todos os Santos, dentre eles Garcia D'Avila, sendo recebidos por Diogo e Catarina Alvares Caramuru e os tupinambás.

Subindo a encosta ali encontraram a Ermida da Graça e a povoação de Caramuru e Paraguaçu – Vila Velha –, onde acamparam; e ao terceiro dia celebrou Nóbrega a primeira festa religiosa da comitiva oficial.

 


 




 

"O SONHO DE PARAGUASSÚ"

A Índia, quase em tamanho natural, está genuflexa ante N. S. da Graça. Ao longe vê-se a primitiva ermida.

E ele reproduz as verdadeiras feições de Catarina, cuja formosura foi sempre louvada.
Obra do pintor Manoel Lopes Rodrigues, que trabalhou na pintura do forro, em 1881. Alguns dizem que foi executado sobre pintura existente outrora, datada do século XVI.

 

 José Pires de Carvalho e Albuquerque, nascido em 1756, Secretário de Estado do Brasil, e sua mulher (casados em 1781) D. Ana Maria de São José e Aragão, morgada da Torre de Garcia d'Ávila, é a quem se deve a lousa armoriada da igreja da Graça (1797) e a tela em grande tamanho, na sacristia, que evoca o naufrágio de Caramuru, com diversas cenas do belo poema épico CARAMURU, de Frei José de Santa Rita Durão.

 

Mosteiro de Nossa Senhora da Graça

Dependência do Mosteiro de São Bento da Bahia

Link: MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA BAHIA



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Topo
Caramuru e Paraguaçu
PRIMEIRA FAMÍLIA BRASILEIRA DOCUMENTADA
Diogo Álvares Caramuru e a Princesa índia do Brasil – Catarina Paraguaçu –, considerados a primeira família brasileira documentada, formam a mais antiga raiz genealógica da Casa da Torre de Garcia D'Avila, no Brasil, pela união com a geração de Garcia D'Avila e a índia Francisca Rodrigues e na sucessão de Jerônimo de Albuquerque com a filha da aldeia de Olinda, a índia Muira-Ubi – Maria do Espírito Santo Arcoverde –, primeira Sociedade brasileira. Seus sucessores vincularam-se à nobreza dos Pereiras e Marinhos, aos descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva, à geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, dando origem a algumas das mais importantes famílias do Brasil e do continente, com prolongamentos até nas cortes européias e, recentemente, na Casa Imperial Brasileira.


"CASA DA TORRE DE GARCIA D'AVILA: Esta antiga e nobre família conserva a varonia legítima dos PIRES, a chefia e representação dos AVILAS e mais as representações de DIOGO ALVARES - CARAMURÚ e de sua mulher CATARINA PARAGUASSÚ, além do título de VISCONDE DA TORRE DE GARCIA D’AVILA".
.. ..........(CASTRO, Orlando Guerreiro de. Casa da Torre de Garcia D’Avila - Varonia, Chefia e Representação.)

 
AMOGRAÇA - Associação dos Moradores da Graça
Praça Catarina Paraguaçu
Praça e Fonte Nossa Senhora da Graça, local onde a índia, esposa de Caramuru, se banhava há quase 500 anos.
Graça Solidária
Campanha, que visa auxílios para os carentes do bairro da Graça e arredores.
Boletins Informativos, em PDF e eventos.
Doação da Ermida da Graça ao Mosteiro de São Bento da Bahia
  

O testamento original de Catherina Alvares Caramuru (Paraguaçu), assinado na segunda metade do século 16, cartas de alforria de escravos, depoimentos de soldados que lutaram na Guerra de Canudos, o livro sobre a vida de Santo Alberto Magno editado em 1504. Essas são apenas algumas das raridades que o Mosteiro de São Bento de Salvador, fundado em 1582, está colocando à disposição de pesquisadores com a inauguração do Centro de Documentação e Pesquisa do Livro Raro Dr. Norberto Odebrecht.

 
  

IPHAN - Arquivo Noronha Santos - Livros do Tombo

Mosteiro e Igreja da Graça (Salvador, BA)


  

Outros Nomes: Igreja e Abadia de Nossa Senhora da Graça; Igreja e Mosteiro de Nossa Senhora da Graça.

Descrição:A Igreja e Mosteiro da Graça erguem-se no local da primitiva ermida mandada erigir pela devoção da índia Catarina Paraguaçu, mulher do português Diogo Álvares - o Caramuru - em 1535, disputando com a antiga Sé e a iIgreja da Victória o título de primeira igreja da Bahia. Sob planta do Frei Gregório de Magalhães, foi edificado em 1645, em alvenaria de pedra e tijolo, o conjunto arquitetônico que se desenvolve em torno de um claustro, ocupando a igreja um dos seus lados. A igreja sofreu grandes obras em 1770, quando é ampliada a nave e executada nova fachada barroca, permanecendo contudo a torre na sua feição primitiva, com terminação em meia laranja, reminiscência da técnica mossárabe. De nave única e capela-mor alongada, a igreja possui ainda uma arcada na ala esquerda, hoje fechada, que indica a existência de um avarandado tipicamente seicentista. Em 1881, é refeita a pintura do forro da nave e, em 1924, é fechada parte da arcada esquerda para a construção da capela de Santa Teresinha. Na igreja, está sepultada Catarina Paraguaçu.

Endereço
: Avenida Princesa Leopoldina, s/n - Salvador - BA

Livro de Belas Artes  
Inscrição:149 Data:27-6-1938

Nº Processo:0079-T

Observações:O tombamento inclui todo o seu acervo, de acordo com a Resolução do Conselho Consultivo da SPHAN, de 13/08/85, referente ao Processo Administrativo nº 13/85/SPHAN.

 
Paraguaçu, na Câmara Municipal de Salvador - Bahia
 



O sonho de Catarina Paraguaçu.
Óleo sobre tela.

JÚLIO SIMMONDS
1891.
Acervo CMS.
Tela inspirada no painel de Manuel Lopes Rodrigues (BA, 1861-1917) existente na igreja da Graça. Foi ofertada à Câmara Municipal de Salvador pelo Dr. Francisco Muniz Barreto de Aragão, Visconde de Paraguaçu, que a encomendou e enviou da Alemanha.

 
Igreja de Nossa Senhora do Monte Serrat, Salvador - BA
 

Em Itapagipe, tinha Garcia D'Avila em 1580, olarias e curral de vacas. Ai, seu espírito cristão se revelou na Ermida de Nossa Senhora do Monte Serrat, que fez construir de pedra e cal, e deu à guarda de São Bento, a quem legou afinal as terras de Itapagipe.

O culto da Nossa Senhora do Monte Serrat era antigo, predileto dos homens do mar, devendo deixar depois, monumentos duradouros, no Rio, Santos e em São Paulo.


O exterior da Capela é lírico. O interior aconchegante, porém arranjo recente. O altar-mor veio da Igreja do Mosteiro de São Bento, mutilado para se adaptar às proporções da Capela. Mas a imagem da Virgem de Monte Serrat, é mesmo antiga, assim como os azulejos tricromados e as grades.

À entrada, duas peças capitais: O São Pedro Arrependido, do lado da Epístola e a primeira ex-voto de um sertanista, ao lado do Evangelho.


Mosteiro de
Nossa Senhora do Monte Serrat

Dependência do Mosteiro de São Bento da Bahia

Link: MOSTEIRO DE SÃO BENTO DA BAHIA


 
Capela de São Francisco (em Itapoã), Salvador - Bahia

Construção das mais antigas da Bahia, erguida por ordem de Francisco Dias D'Avila, Senhor da Torre, que abrigou a imagem de Santo Antônio Argoin, segundo relato de Frei Antônio da Santa Maria Jaboatão. A peça mais importante era a capela-mor retangular, coberta com abóbada de berço, construída em alvenaria de tijolo e apoiada em paredes de pedra.

 
Igreja de São Francisco, Salvador - Bahia
 

O Convento de São Francisco é um dos maiores complexos arquitetônicos da Cidade do Salvador. A exuberante riqueza de arte adotada na igreja franciscana, sobressai entre as demais do país, refletindo o conceito, então em voga, de que para o culto divino, todo o ornato seria pouco.

Padroeiros abastados, de bom grato, custeavam a confecção e conservação dos altares da Igreja e do Capítulo, recebendo em compensação a sepultura perante o respectivo altar, como prova a Campa Sepulcral dos Avilas e Pires e Albuquerque, diante do altar de Nossa Senhora da Conceição, cuja inscrição reza:


JAZIGO DOS AVILAS E PIRES E ALBUQUERQUE
AQUI JAZ O CORONEL GARCIA DE AVILA PEREIRA,
CAVALEIRO PROFESSO DA ORDEM DE CRISTO,
FIDALGO DA CASA DE SUA MAGESTADE.
FALECEU EM 13 DE JUNHO DE 1734.

Dentre outros descendentes, ali repousam, o Visconde de Pirajá e o Visconde da Torre de Garcia D'Avila.

Jazigo dos Avilas e Pires e Albuquerque

 “(...) Desmanchada a igreja antiga, e feita a nova, o altar e capela da Conceição, se deu ao coronel Garcia d’Avila Pereira, terceiro deste nome nos senhores da Casa da Torre, por escritura de 9 de setembro de 1718, quatro sepulturas, com várias condições, entre as quais a que mandaria fazer à sua custa, e dourar o retábulo da dita capela na mesma forma e correspondência do outro, que se assentasse na capela, e altar de S. Antônio, para o que se lhe doava (...) a dita capela com quatro sepulturas (...), podendo ele gravar, em a campa de uma, as suas armas e escudo, de sorte que nas duas primeiras imediatas ao degrau do altar se não poderiam sepultar mais que ele, ou seus ascendentes e descendentes por linha reta, e nas outras duas, todos os mais por linha transversal ...” Tem a campa da primeira sepultura, que é em mármore, a seguinte inscrição: Aqui jaz o Coronel Garcia d’Avila Pereira, cavaleiro professo da Ordem de Cristo, fidalgo da Casa de Sua Majestade, e sua mulher e herdeiros. Faleceu em 13 de junho de 1734. Id., ibid, vol. I, parte II, p.273 e 274.

 
Santo Antônio do Argoin, Salvador - Bahia
 


Contam os cronistas que uma imagem do Santo Antônio foi retirada, por piratas franceses, em 1595, do Castelo de Argoin, numa ilha fronteira à costa da Berberia, na África, e amarada ao mastro central do navio. Acossados por violenta tempestade, já no litoral da Bahia, jogaram-na ao mar, julgando-se vítimas de castigo dos Céus. O Santo veio dar à praia de Itapoã, sendo recolhido por Francisco Dias de Avila, neto de Garcia D'Avila. Colocado na Capela de São Francisco, por ele construída em Itapoã, e depois na Capela Nossa Senhora da Conceição da Torre, foi transladada no mesmo ano para Salvador. Depositada de início na Igreja de Nossa Senhora da Ajuda, desta se transferiu na véspera do Natal, para o Convento de São Francisco, onde permanece até hoje.

Escolhido pelos poderes públicos, padroeiro do burgo de Tomé de Souza, Santo Antônio do Argoin, passou a receber honorárias e tributos do mais alto porte, dentre eles o ingresso na carreira das armas. Assentaram-lhe praça de soldado raso, no Forte da Barra. Em 1705, a pedido do Senado, foi elevado à patente de Capitão, promovendo-o ulteriormente o príncipe regente D. João, aos postos de major e tenente-coronel, recebendo pontualmente seus vencimentos como guardião do Convento, até o ano de 1907.


TEXTO do discurso:
Santo Antônio de Lisboa, militar no Brasil

MACEDO SOARES, José Carlos de. Discursos Rumos da diplomacia brasileira, 193, Academia Brasileira de Letras. Rio de Janeiro, 1942.

 
Ordem Terceira de S. Francisco, Salvador - Bahia
 

O majestoso templo da Venerável Ordem Terceira de São Francisco, foi reconstruído em 1702 por Domingos Pires de Carvalho, rico comerciante, oriundo de tradicional família de São Pedro de Serzedelo, freguesia do Arcebispo de Braga, na província do Minho, em Portugal, que mandou vir da Europa, às suas custas a maravilhosa fachada de cantaria lavrada. É o exemplar único no Brasil, de estilo plateresco, de que são modelos perfeitos a Universidade de Salamanca, a Igreja de São Gregório de Valadolid, Toledo e Sevilha.

O retrato do Coronel Domingos Pires de Carvalho, em tamanho natural, que orna a Secretaria da igreja, farfalhantemente vestido como um general de Luiz XIV, obra do pintor Lourenço Veloso, é notável, tanto pelo seu acabamento artístico, quanto pela valia descritiva das minúcias do vestuário, armas e ornamentos, que o erguem, a um dos mais preciosos documentos iconográficos do século XVIII.

Foi Domingos Pires de Carvalho o fundador, na Bahia, da família Pires de Carvalho e Albuquerque, entrelaçando-se com o tronco dos Avilas, herdeira da Casa da Torre, juntando assim, vultosos bens aos dois ramos.

Eleição das Sete Maravilhas Portuguesas no Mundo fortalece laços entre os países
A presença portuguesa no Brasil foi também eleita, nomeadamente nos estados de Minas Gerais, através do Convento de São Francisco de Assis da Penitência, em Ouro Preto, e na Bahia, com o Convento de São Francisco e Ordem Terceira, em Salvador.
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco Clique sobre a imagem
< http://vodpod.com/watch/1766374-igreja-baiana-uma-das-sete-maravilhas-portuguesas-no-mundo >
 
Solar do Unhão, Salvador - Bahia
  
Magnífico conjunto arquitetônico, constituído por solar, capela de Nossa Senhora da Conceição, cais de embarque, aqueduto, chafariz, senzala e um alambique com tanques.

Gabriel Soares legou aos beneditinos, em 1584, o terreno onde se encontrava a fonte.
Em 1690, residiu, no local, o Desembargador Pedro Unhão Castelo Branco, que vendeu a propriedade, em 1700, a José Pires de Carvalho e Albuquerque - o velho -, que ali estabeleceu morgado.

A primeira referência a capela aparece em 1740, por ocasião do batizado de uma neta sua.No começo do século XIX, a propriedade pertencia a Antônio Joaquim Pires de Carvalho de Albuquerque, Visconde da Torre de Garcia D'Avila.

Sant´Ana Mestra - Acervo do Museu de Arte Sacra. Sant´Ana Mestra

Fotos Unhão: Fernando de Avila Pires e Adriana Mohr - set.2003

 

Catedral de São Francisco - Barra, Bahia
 


HISTÓRICO: - Origens - Entre 1679 e 1680, a Casa da Torre, cujo chefe era então o 2o Francisco Dias de Avila, assentou uma fazenda de gado no ponto em que o rio Grande deságua no Rio São Francisco.

Situada na foz daquele afluente, foi logo apelidada de Fazenda da Barra do Rio Grande. Para evitar confusão com o rio Grande antes assim batizado no Norte, acrescentou-lhe a indicação de Do Sul.


Religiosos franciscanos, capuchos ou alcantarinos, que não devem ser confundidos com os Capuchinhos, de 1680 a 1690, levantaram ali uma capela que, em honra do fundador da Ordem e homenagem ao então Senhor da Torre - o 2o Francisco Dias de Avila -, ficou sendo CAPELA DE SÃO FRANCISCO DAS CHAGAS DA BARRA DO RIO GRANDE DE CIMA, nome que perdurou até a elevação a cidade.

A Barra virou sede de bispado e, em 1956, após a chegada do primeiro bispo de Barra - Dom Augusto Álvaro da Silva -, foi a igreja matriz elevada à condição de Catedral. " (Enciclopédia de Municípios Brasileiros Vol XXIV - IBGE)

 


Link: Instituto Tania & Aydano


Centro Cultural Avelino Freitas - Educação Patrimonial


Centro Cultural Avelino Freitas
Aberto ao público em fevereiro de 1999, funciona no casarão construído pelo Coronel Irineu no final do século XIX e que, depois de devidamente restaurado e ampliado, abriga:

Link: Instituto Tania & Aydano
Link: Instituto Tania & Aydano

Consolidado o "Centro Cultural", o Instituto Tânia & Aydano Roriz investiu na construção de um hotel de lazer. Inaugurado em 1º de janeiro de 2001, o "Barra Lazer Hotel" - tido como o melhor do Vale do Rio São Francisco - tem dois objetivos básicos. O primeiro, transformar a Barra num pólo de atração turística. Depois, funcionar como Hotel Escola, onde os jovens da cidade possam desenvolver as aptidões necessárias para trabalhar, mais tarde, nos grandes projetos turísticos do Nordeste.


Link: Barra Lazer Hotel
Central Multimídia: Com seis computadores de uso público, onde qualquer pessoa pode aprender, gratuitamente, com a ajuda de instrutores, desde o básico em informática até línguas estrangeiras. Mas pode, igualmente, consultar programas educacionais multimídia do tipo: "Enciclopédia da Natureza", "Enciclopédia da Ciência", "Corpo Humano", "Enciclopédia Geográfica", "História do Mundo", "Enciclopédia do Espaço e do Universo", etc.

Link: Barra Lazer Hotel
Salão de Exposições: Onde uma "Breve História da Barra", sob a forma de mural fotográfico, tenta preservar a memória histórica para as novas gerações.

E uma Videoteca: Com mais de cem vídeoaulas e fitas educativas, voltadas para a Preservação Ambiental, Técnicas Agrícolas, Geografia, História, e duas cabinas de auto-serviço para as pessoas assistirem, gratuitamente, às fitas escolhidas.

Link: Barra Lazer Hotel
Auditório de 40 lugares: Com recursos de projeção multimídia, PowerPoint, DVD, VCR, pódium, flip-chart, ar condicionado e todo conforto, onde a Prefeitura, escolas, associações de classe e órgãos públicos promovem palestras, simpósios, gincanas culturais e assemelhados. Adicionalmente, ali, nas sextas-feiras à noite, funciona uma seção gratuita de cinema.


Barra Laser Hotel

 
RIO DE JANERO - BRASIL
 
  
Artes Plásticas  
 

 

Castelo da Torre
de Garcia D'Avila

Esta tela, de Gilberto Freyre, pertencente ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, está reproduzida na capa do Noticiário IHGB no 141 abr/2000. Possui importância, pelo seu autor, pela celebração do centenário de seu nascimento (15/03/2000) e pelo significado da obra retratada.      

DESCRIÇÃO
Esta obra representa a fachada arquitetônica das ruínas do Castelo Garcia d`Ávila com arcos, janelas, portada e parte da cimalha. No canto inferior esquerdo do quadro distribuem-se, ao longo dos bebedouros, algumas cabeças de gado bovino, que se misturam em meio às gramíneas e arbustos. O conjunto é limitado pelo céu azul acinzentado. No canto inferior direito do quadro lê-se: Gil.
Nesta composição pictórica, Gilberto Freyre se exprime de maneira própria. A pincelada é pastosa e irregular. O desenho tenta imitar o colorido maculado (nuances do verde, ocre, branco e azul acinzentado), distorcendo, de maneira ingênua, as figuras representadas. O autor perpassa o mundo visual retido na sua memória. As imagens irrompem tortas, ingênuas, "autênticas". Sua obra é um documento histórico e social.

GILBERTO DE MELLO FREYRE
- Homenageado pelo transcurso do seu centenário, dia 12 de abril de 2.000.
Nasceu Gilberto Freyre no Recife em 15 de março de 1900. A manifestação artística brotou bem antes de sua ligação com a linguagem e a escrita. Iniciou-se no desenho com o pintor Telles Júnior, paisagista de Pernambuco, que o desanimou, afirmando que Gilberto Freyre deformava o que representava.  Gilberto Freyre exerceu grande influência no campo das Ciências Sociais. Influenciou, com suas idéias, ficcionistas, poetas, ensaístas, antropólogos, arquitetos e pintores. Faleceu em Recife, aos 87 anos de idade, no dia 18 de julho de 1987.

FONTE:MILAN, Cleusa de Souza. In NOTICIÁRIO número 141 abr/2000 circulação no IHGB e na internet: Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Rio de Janeiro, RJ, 2000. capa.

NOTA:
CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE - Encontrado como Gilberto Freyre de Mello Cavalcanti Albuquerque, em publicação da Academia Portuguesa de História, porém seu nome correto é Gilberto de Mello Freyre, conforme retificamos, recentemente.
(Academia Portuguesa de História - Elogio do Doutor Gilberto Freyre. Lisboa - MCMXCVII. Oficinas Gráficas da Editorial Franciscana Montariol - Braga - 1997, p. 11).
Graças a esta referência, e suas origens em Diogo e Catarina Alvares Caramuru e nos Cavalcanti de Albuquerque, conforme informado pela Fundação Gilberto Freyre, confirmaram-se os vínculos com o ramo pernambucano da Casa da Torre, certamente o motivo especial desta pintura, - Ruínas do Castelo Garcia d`Ávila -, descoberta no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro-IHGB.
Retificação do nome em 17.abr.2006: FONTE: Fundação Gilberto Freyre, Gilberto Freyre Neto - Superintendente Geral.
LINK:

 

 
PATRIMÔNIO
 

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Christovão de Avila
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