Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil - 1808I - Primeiro contato, com o Brasil
Primeiro contato da Esquadra Real conduzindo a Família Real Portuguesa, com o Brasil.
Carta Régia
Carta ao Conde da Ponte, na qual ordena a
ABERTURA DOS PORTOS DO BRASIL
. (Secretário: Futuro Barão de Jaguaripe)
"... A's 9 horas e 45 minutos ..."
Transcrição do trecho do livro, "Diário de Bordo do Marquês de Viana", obra que acaba de ser publicada.

 
Primeiro contato com o Brasil, da Esquadra Real conduzindo a Familia Real Portuguesa
"... a Esquadra Real apercebeu-se da proximidade da costa do Brasil, na altura da
Torre de Garcia D'Avila
..."
(Pedro Calmon - História do Brasil)
     
  
 
   
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Torre de Garcia D'Avila, ou Torre de Tatuapara, ou ainda "Torre Singela de São Pedro de Rates".
Uma "torre" de defesa e sinalização, construída em 1551, obedecendo ao "Regimento de D. João III", trazido em 1549 por Tomé de Souza, primeiro governador-geral do Brasil.
CASTELO DA TORRE DE GARCIA D'AVILA
Praia do Forte Município de Mata de São João, Litoral Norte, BAHIA BRASIL
Monumento nacional. Série: Arquitetura civil-militar. Categoria: Castelo. A Torre data de 1551.
Tombamento SPHAN sob n. 47, em FEV.1938. Extensão do tombamento em 28.SET.1981.
Principal sede da Casa da Torre....Propriedade:Fundação Garcia D'Avila.

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. Reprodução da litografia e foto do relógio - CDAvila.
Primeiro Sistema de Telecomunicações
A história da Casa da Torre de Garcia D'Avila está intimamente ligada à história das Comunicações no Brasil, uma vez que foi naquela Torre de Garcia D'Avila que se estabeleceu um primeiro sistema de comunicação à distância, no país (1551), ligando-a à primeira capital do Brasil Colônia - a Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos


O Almirante D. João Manuel de Menezes Marquês de Viana, que comandou a nau Martim de Freitas e a fragata Urânia, com a função especial de defesa da nau capitânia que conduziu a Rainha D. Maria I e o Príncipe Regente D. João, de Lisboa ao Rio de Janeiro, narrou em seu pequeno diário, uma viagem que mudaria a história de duas Nações. E, em 1821, reconduziu D. João VI e sua Corte a Lisboa.

O Relógio de bolso do comandante marcava 09:45 h, no dia 22 de janeiro de 1808: "...A´s 9 horas e 45 minutos avistamos na costa a E41/2 NE, huma torre branca com grande fogo aceso. Era o signal que estavamos muy próximos da cidade da Bahia de Sam Salvador. 22 de Janeiro...". Transcrição de trecho do livro, "Diário de Bordo do Marquês de Viana" obra publicada por seu tetraneto Eduardo André Chaves Nedehf Marquês de Viana, para as comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. (*)


Litografia do Marquês de Viana e seu Relógio de bolso - acervo do Memorial Visconde de Mauá.
 


(*)Pg. 16 - Registro do primeiro contato com o Brasil, da Esquadra Real conduzindo a Família Real portuguesa, na chegada à Bahia.

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22 de Janeiro
9 horas e 45
minutos
matinas
A's nove horas e coarenta e cinco minutos
avistamos na costa a E 4 1/2 NE, huma torre
branca com grande fogo aceso. Era o Signal que
estávamos muy próximos da cidade da Bhaia
de Sam Salvador.

Nau Dom Pedro I, .ex-Nau Martim de Freitas
Em setembro de 1822, a Nau portuguesa Martim de Freitas - que participou do transporte da Corte portuguesa para o Brasil - encontrava-se em reparo no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Esta foi incorporada à Marinha brasileira e renomeada Dom Pedro I. Era um navio de linha, projetado para 64 canhões, mas foi armado com 73 bocas de fogo. Tornou-se a capitânia da Esquadra brasileira e arvorou o Pavilhão do Almirante Cochrane, em 21 de março de 1823.
A pintura acima, de autoria de Eduardo De Martino, retrata esta Nau.

(In: INFORMATIVO CULTURAL - Ano 2007 - n.20-2007. Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha - Serviço de Documentação da Marinha. Imagem gentilmente oferecida pelo Diretor do Patrimônio Histórico e Cultural da Marinha, Vice-Almirante Armando de Senna Bittencourt, quando da visita ao Museu Naval, em 20 de fevereiro de 2008.)

 

Foto CDAvila
 
Pintura a óleo "Chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil", na Bahia, de autoria de Cândido Portinari (1952), com as dimensões de 5,80 m de largura por 3,82 m de altura, que ornamenta o Gabinete da Presidência da Associação Comercial da Bahia - ACB.
Imagem tomada durante a visita à ACB, em 18.ago.2007, a convite do seu presidente Eduardo Morais de Castro.

Legenda: Pertencente ao acervo do Banco BBM S.A., transferido para a pinacoteca da ACB, desde março de 1978, por iniciativa do Dr. Clemente Mariani.

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Óleo sobre tela de Louis Buvelot. circa 1840
 
Primeiro Jantar oficial, no Brasil, e onde ficaram hospedados, na Bahia
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24 de janeiro de 1808: "Sob a hospitalidade Soteropolitana, procedeo solemnemente S.M.F. a Senhora D. Maria I e seu Muy Alto e Poderoso Filho o Principe Regente D. JOÃO o beija-mão no palácio do governador, e n'esta mesma noite o governador Conde da Ponte offereceu huma lauta e faustoza ceia aos Augustos Soberanos no bello solar do Unhão onde ficaram hospedados. Ainda assim a Real Família continuava enluctada pelo infeliz passamento do capitam Conde da Cea, em tragédia marítima ocorrida no mesmo dia da chegada." (**)

No Solar do Unhão residia o Secretário do Governo e futuro Barão de Jaguaripe aos 31 anos de idade, em companhia de sua mãe, a então Morgada da Casa da Torre de Garcia D'Avila, D. Ana Maria de São José e Aragão, que enviuvara três dias antes.

Era a Quinta e Solar do Unhão um complexo agro-industrial com casa grande, na época com dois pavimentos, sua Capela de Nossa Senhora da Conceição e senzala, cais de desembarque, fonte, aqueduto, chafariz, armazens e velho alambique com seus tanques. Tornara-se residência dos Senhores da Torre, na capital, desde 1700, quando foi a propriedade comprada do Desembargador Pedro Unhão Castelo Branco por José Pires de Carvalho e Albuquerque, o velho, que ali fixou moradia, onde por mais de um século habitaram a mansão diferentes membros da Casa da Torre, até 1827 quando foi arrendada à Neuron & Cia., que nela instalou afamada e duradoura fábrica de rapé. Foi a propriedade vendida em 1917 a Clemente Pinto de Oliveira Mendes.


(**) SANCTO, Padre Luiz Gonçalves de. Memórias para servir à História do Brasil vividas em três épocas da Felicidade, Honra e Glória, escritas na Corte do Rio de Janeiro no anno de 1821 e oferecidas à Sua Majestade El Rei Nosso Senhor, Senhor D. João VI pelo Padre Luiz Gonçalves de Sancto. Tomo 1 e 2. Lisboa na Impressão Régia do Reino. 1823. pp 278, 279 e 280.

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CARTA DO PRÍNCIPE REGENTE D. JOÃO
ao Conde da Ponte, na qual ordena a
ABERTURA DOS PORTOS DO BRASIL
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Governador da Capitania da Bahia
Sexto Conde da Ponte

João de Saldanha da Gama Melo Torres Guedes Brito
Secretário do Governo
Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque

(Neto em nono grau de Diogo Álvares Caramuru,
futuro Barão de Jaguaripe - Casa da Torre
)
CARTA DO PRÍNCIPE REGENTE D. JOÃO
ao Conde da Ponte, na qual ordena a
ABERTURA DOS PORTOS E ALFÂNDEGAS DO BRASIL

"Conde da Ponte do meu Conselho, governador e capitão general da capitania da Bahia, amigo Eu o Príncipe Regente vos envio muito saudar, como aquele que amo. Atendendo a representação que fizestes subir a minha real presença sobre se achar interrompido, e suspenso o comércio desta capitania com grave prejuízo dos meus vassalos, e da minha Real Fazenda, em razão das críticas, e públicas circunstâncias da Europa, e querendo dar sobre este importante objeto alguma providência pronta, e capaz de melhorar o progresso de tais danos, sou servido ordenar interina, e provisoriamente enquanto não consolido um sistema geral que efetivamente regule semelhantes matérias o seguinte = primeiro, que sejam admissíveis nas Alfândegas do Brasil todos e quaisquer gêneros, fazendas, e mercadorias transportadas, ou em navios estrangeiros das potências que se conservam em paz e harmonia com a minha Real Coroa, ou em navios dos meus vassalos pagando por entrada vinte e quatro por cento a saber vinte de direitos grossos e quatro de donativo já estabelecido, regulando-se a cobrança destes direitos pelas pautas, ou aforamento por que até o presente se regulam cada uma das ditas Alfândegas, ficando os vinhos, águas ardentes, e azeites doces, que se denominam molhados, pagando o dobro dos direitos que até agora nelas satisfaziam = Segundo: Que não só os meus vassalos, mas também os sobreditos estrangeiros possam exportar para os portos que bem lhes parecer a benefício do comércio, e agricultura, que tanto desejo promover todos, e quaisquer gêneros, e produções coloniais, à exceção do pau-brasil, ou outros notoriamente estancados, pagando por saída os mesmos direitos já estabelecidos nas respectivas capitanias, ficando entretanto como em suspenso, e sem vigor todas as leis, cartas régias, ou outras ordens que até aqui proibiam neste Estado do Brasil o recíproco comércio, e navegação entre os meus vassalos, e estrangeiros. O que tudo assim fareis executar com o zelo, e atividade que de vós espero Escrita na Bahia aos vinte e oito de janeiro de mil oitocentos e oito = Príncipe = Cumpra-se, e registre-se, e passem-se as ordens necessárias. Bahia vinte e nove de janeiro de mil oitocentos e oito = Conde da Ponte = O secretário Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque = Cumpra-se e registre-se = Doutor Lobo."


FONTE: O Arquivo Nacional e a História Luso-Brasileira
<http://www.historiacolonial.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm>

  
  
 

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Christovão de Avila
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