EXPOSIÇÃO 2002
 
 

Exposição do Armorial Histórico da
Casa da Torre de Garcia d'Ávila



Considerada jóia da arquitetura setecentista, a
Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro,
no Rio de Janeiro, é um dos maiores patrimônios da
arquitetura colonial religiosa brasileira.




Imperial Irmandade de
Nossa Senhora da Glória
do Outeiro



Foi inaugurada, no dia 15 de Dezembro de 2002, uma Exposição de Brasões de Armas do Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia d'Avila, no Museu da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, como parte das comemorações do sequicentenário de falecimento do Visconde da Torre de Garcia d'Avila, primeiro titular do Império do Brasil e primeiro Provedor da Imperial Irmandade após nossa Independência em 1822.

O evento teve inicio em Salvador, no Estado da Bahia, dias em 4 e 5 de dezembro, com uma conferência, no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, proferida por seu descendente o Eng. Christóvão Dias de Avila Pires Jr., dono do acervo heráldico exposto e Presidente do Centro Cultural e de Pesquisa do Castelo da Torre, e uma missa solene realizada na Igreja de São Francisco, naquele Estado, terminando no Rio de Janeiro, dia 15 de dezembro, com a missa solene dos Irmãos, às 11 horas e a inauguração da exposição no Museu.

Jornal Glória do Outeiro
Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.
Desenvolvido por Carlos Ramírez. 2002.

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Exposição do Armorial Histórico da
Casa da Torre de Garcia d'Ávila

C. I. Comendador Eduardo André Chaves Nedehf

Família Ávila Pires, ao lado do Provedor Jorge Paes de Carvalho e do Provedor Jubilado Mauro ViegasRealizou-se no dia 15 de Dezembro de 2002, nesta Imperial Irmandade, ainda nas comemorações dos 60 anos de nosso Museu, a Exposição do Armorial da Casa da Torre de Garcia d'Avila. Coordenada pelo Sr. Antonio Fabiano Feijó Maia, sob a supervisão direta dos historiadores C. I. Comendador Eduardo André Chaves Nedehf e C. I. Benemérito Dr. Rui Vieira da Cunha, dentro da política de revitalização da memória de nossa Imperial Irmandade organizada por nosso C. I. Provedor Dr. Jorge Paes de Carvalho junto ao Zelador do Museu C. I. Dr. Carlos Alberto Serpa de Oliveira.

O evento teve inicio em Salvador, no Estado da Bahia, com conferência no Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e missa solene realizada da Igreja de São Francisco naquele Estado, em 4 e 5 de dezembro, terminando no Rio de Janeiro com a missa solene dos Irmãos às 11 horas e a inauguração da exposição em nosso Museu, no dia 15 de dezembro.

Prestava-se uma homenagem ao C. I. Provedor Visconde da Torre de Garcia d'Avila, primeiro titular do Império do Brasil e primeiro Provedor de nossa Imperial Irmandade após nossa Independência em 1822, no sesquicentésimo aniversário de seu falecimento. Ainda na missa foram proferidas algumas palavras sobre os três heróis de nossa Independência na Bahia, o C. I. Provedor Visconde da Torre de Garcia d'Avila e seus irmãos o C. I. Visconde de Pirajá e o C. I. Barão de Jaguaripe, por seu descendente o Dr. Christóvão Dias de Avila Pires Jr., dono do acervo heráldico exposto no Museu e Presidente do Centro Cultural e de Pesquisa do Castelo da Torre. Estavam representadas ali várias instituições culturais que participaram da Exposição: o Instituto Geográfico e Histórico da Bahia pela Presidente Sra. Consuelo Pondé de Sena, o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro pelo Coronel Arivaldo Silveira Fontes, o Instituto de Geografia e História Militar do Brasil pelo Presidente Cel. Luiz Paulo Macedo Carvalho, o Instituto Histórico e Geográfico do Rio de Janeiro pela Presidente Sra. Cibelle Moreira de Ipanema, o Memorial

Família Ávila Pires na inauguração da exposição do Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia D'Ávila e os visitantes presentesVisconde de Mauá pelo C. I. Comendador Eduardo André Chaves Nedehf, a Académie Internationale d'Héraldique pelo Acadêmico C. I. Benemérito Dr. Rui Vieira da Cunha, o Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana pelo Diretor e Comandante Coronel Valmor Falkemberg Boelhouwer, o Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais pelo Dr. Wolmar Olímpio Nogueira Borges, o Colégio Brasileiro de Genealogia pelo Presidente Dr. Paulo Carneiro da Cunha e o Instituto Genealógico da Bahia pelo Sr. Victor Hugo Carneiro Lopes.

Entre os convidados estavam S. A. I. Dna. Maritza de Orleans e Bragança, esposa de S. A. I. Dom Alberto de Orleans e Bragança, prima do Dr. Christóvão Dias de Avila Pires Jr., além da presença de três provedores de nossa Imperial Irmandade; o atual, C. I. Provedor Dr. Jorge Paes de Carvalho, e os Provedores Jubilados C. I. Dr. Mauro Ribeiro Viegas e C. I. Dr. Agenor de Queiroz Caúla, todos eles, em seus mandatos, tiveram a oportunidade de portar a histórica vara de prata com monograma e coroa, feita na Bahia, doada pelo C. I. Provedor Visconde da Torre de Garcia d'Avila em 1824.

Decreto Imperial de 01 de dezembro de 1822

"Havendo respeito aos grandes merecimentos e distintas qualidades que concorrem na pessoa do Coronel Comendador Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Senhor da Torre de Garcia d'Ávila na Província da Bahia; e aos relevantes serviços que tem prestado com a maior honra, patriotismo, decidido entusiasmo em bem do Estado e gloriosa causa da Independência e Constituição do Império; e considerando também ser a Casa tal, por sua antigüidade e nobreza que os que nela sucederem me poderão sempre servir e aos meus Augustos Sucessores tão honradamente como deles espero, e o fizeram os de quem ele descende, cuja memória Me é muito presente; E por folgar outrossim que por todos estes motivos e pela muito boa vontade que tenho de lhe fazer Mercê (sendo por certo de quem ele é) Me saberá sempre merecer, continuando a prestar à Nação iguais serviços; Me praz e Hei por bem de lhe fazer Mercê, como faço, do Título de Barão da Torre de Garcia d'Ávila, elevando por este modo o Título de Senhorio de que de tempos antigos tem gozado a sua Casa e Família. Paço em o primeiro de Dezembro de mil oitocentos e vinte dois, primeiro da Independência e do Império"

Imperador D. Pedro I
José Bonifácio de Andrada e Silva


Jornal Glória do Outeiro
Nº 13

Jornal Glória do Outeiro de dezembro.2002

Os símbolos do Natal

É Natal

A Exposição do Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia d'Ávila

Sesquicentenário do falecimento de Garcia d'Ávila (1852-2002)

A quebra do sigilo bancário

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Sesquicentenário do falecimento do
Visconde da torre de Garcia d'Ávila
(1852-2002)

C. I. Comendador Eduardo André Chaves Nedehf

Antonio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, nasceu na cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, em cuja Freguesia da Sé foi batizado em 12 de fevereiro de 1785, sendo filho do Capitão-Mór José Pires de Carvalho e Albuquerque e D. Ana Maria de São José e Aragão.

Foi o primeiro titular do Império do Brasil, nomeado Barão da Torre de Garcia d'Ávila, pelo Decreto Imperial de 1o de dezembro de 1822, dia da coroação do Imperador D. Pedro I, elevado a Visconde a 12 de outubro de 1826, com honras de Grandeza a 18 de julho de 1841, único título de nobreza brasileiro por mais de dois anos.

Era Fidalgo Cavaleiro da Casa Imperial, Gentil-Homem da Câmara, Cavaleiro e Comendador da Ordem de Cristo e Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro, e foi Secretário do Estado e Guerra do Brasil Colônia, por herança de seu pai, em 1808, tendo sido membro do Conselho Geral da Bahia, de 1828 a 1830. Casou-se em 28 de maio de 1834 com sua sobrinha D. Ana Maria de São José e Aragão, filha de seu irmão Brigadeiro Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Visconde de Pirajá e de D. Maria Luiza Queiroz de Teive e Argolo, Viscondessa do mesmo título.

Foi o último Senhor e administrador do Morgado da CASA DA TORRE, com sede no Castelo da Torre de Garcia d'Ávila, construído em 1551 por seu 8o avô, Garcia d'Ávila, hoje em ruínas, na Vila de Praia do Forte, no Município de Mata de São João, no litoral norte da Bahia.

ORIGENS
Tem como suas origens, no Brasil, Diogo e Catarina Alvares Caramuru, cuja descendência entrelaçou-se, não só na progênie de Garcia d'Ávila com a Índia Francisca Rodrigues, como na geração de Jerônimo de Albuquerque com a filha da aldeia de Olinda - a Índia Muira-Ubi - Maria do Espírito-Santo Arcoverde.

A Casa da Torre vinculou-se, mais tarde, com os descendentes de Domingos Pires de Carvalho casado com Maria da Silva, com a geração de Felipe Cavalcanti casado com Catarina de Albuquerque e com a descendência do casal José Pires de Carvalho - Tereza Vasconcellos Cavalcanti de Albuquerque Deus-Dará, formando o arcabouço da aristocracia do Recôncavo Baiano, com descendência e vínculos pelo Brasil e pela Europa e até com a Família Imperial Brasileira.

NOSSA SENHORA DA GRAÇA
A Capela de Nossa Senhora da Graça figura como um dos lugares mais significativos da fundação do Brasil e da Cidade do Salvador, remontando à existência do primeiro homem civilizado que habitou e povoou esta Terra de Santa Cruz. 1509 - Naufraga na costa da Bahia, Diogo Alvares - o lendário CARAMURU, natural do noroeste da península ibérica, iniciando, no alto da Graça, a primeira fixação comprovada do colonizador europeu. Sua povoação denominou-a Vila Velha, onde se estabeleceram, com Caramuru e sua família, outros de além mar, alguns dos quais se casaram com os próprios filhos do Caramuru.

1528 - No penúltimo dia do mês de julho, a Índia deste Brasil - Catarina Paraguassu, filha do principal -Taparica, é batizada em Saint-Malo na França, tomando o nome cristão de Katherine du Brézil, e se torna esposa de Caramuru, mais antiga raiz da Casa a Torre, no Brasil. 1530 - Retornando o casal à Bahia, depois de 4 anos na França, Paraguassu, sinceramente religiosa esforça-se para converter as índias e faz erigir a Ermida de Nossa Senhora da Graça, o primeiro santuário mariano da América, posteriormente por ela doada à Ordem Beneditina.

INDEPENDÊNCIA
Antonio Joaquim, Coronel do Regimento de Milícias e Marinha da Torre, prestou, no mesmo cargo, os maiores e mais relevantes serviços, na campanha pela Independência do Brasil, organizando e comandando a base de operações do Exército Libertador, no Castelo da Torre de Garcia d'Ávila, sendo agraciado com a Medalha de Ouro da Independência, juntamente com seus dois irmãos: Francisco Elesbão Pires de Carvalho e Albuquerque, depois Barão de Jaguaripe e o Coronel de Linha Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, Brigadeiro graduado, Barão e depois Visconde de Pirajá, por relevantes serviços que prestaram à causa da Independência e constituição do Império.

Durante os festejos do centenário da Independência, em 1922, na Cidade do Rio de Janeiro, foi homenageado com nome de rua, no bairro de Ipanema, que permanece até hoje - RUA BARÃO DA TORRE, assim como seus dois irmãos - RUA VISCONDE DE PIRAJÁ e RUA BARÃO DE JAGUARIPE e, ainda, seu 8o avô - RUA GARCIA D'AVILA.

NOSSA SENHORA DA GLÓRIA DO OUTEIRO
Aos 12 de dezembro do ano de 1822, onze dias após a coroação de D. Pedro I, assentou-se Antonio Joaquim, então Barão da Torre, como Irmão da Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro, no Rio de Janeiro, sendo empossado Juiz, em 15 de agosto de 1823 - primeiro "Provedor" da Irmandade, no Império do Brasil.

150 ANOS DO FALECIMENTO
Aos cinco de dezembro de 1852 faleceu o Visconde da Torre e foi sepultar-se no Convento dos Religiosos de São Francisco na Cidade do Salvador da Bahia de Todos os Santos, no jazigo perpétuo dos Avilas e Pires e Albuquerque, em frente ao altar de Nossa Senhora da Conceição, da Igreja de São Francisco, ao Terreiro de Jesus.


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Orgão oficial da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro - Ano II - Nº 14 - Janeiro de 2003

Exposição de Armorial Histórico
despertou interesse do público

A imensa coleção de brasões de armas de personalidades da Casa da Torre, exposta no Museu da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória, atraiu grande número de visitantes, tendo sido, por isto, prorrogada até o dia 15 de janeiro.

Páginas 4 e 5



Igreja de
Nossa
Senhora da
Glória ganha
brasão eclesial

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Brasão da Igreja de
Nossa Senhora da Glória do Outeiro

Brasão Eclesial da Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro doado pelo Dr. Christovão Ávila
No dia 11 de dezembro, nosso Provedor C. I. Dr. Jorge Paes de Carvalho recebeu um desenho do Brasão Eclesial da Igreja de N.S. da Glória do Outeiro, oferecido à nossa Imperial Irmandade pelo Dr. Christovão de Avila.

Trata-se de um estudo, desenvolvido na Bahia pelo Heraldista Victor Hugo Carneiro Lopes, acompanhado da Descrição Heráldica e de Comentários, que teve como base um documento de grande valor histórico, de Irmão Paulo Lachenmayer OSB, encontrado dentre outros estudos de brasões, desenvolvidos por este, para igrejas do Rio de Janeiro, durante sua estada entre nós, na década de 1950, cujo esboço encontramos, também, em nossa biblioteca, num trabalho publicado por Monsenhor Guilherme Shubert.

O Brasão Eclesial já está sendo enviado, com comunicação, à Arquidiocese do Rio de Janeiro na pessoa do Arcebispo Dom Eusébio Oscar Sheid, de que doravante será usado como Brasão oficial da Igreja de N.S. da Glória do Outeiro.

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Nº 14

Jornal Glória do Outeiro de janeiro.2003

Exposição de armorial histórico foi um sucesso

Depoimentos sobre o Armorial histórico

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Exposição de armorial histórico foi um sucesso

C. I. Comendador Eduardo André Chaves Nedehf

Provedor Jorge Paes de Carvalho e Sra., portando a vara de prata com monograma e coroa, doada pelo C.I. Provedor Visconde da Torre, em 1824, ao lado do casal Christóvão Ávila. (Vara: Acervo do Museu da IINSGO)Por ocasião das comemorações do Sesquicentenário do Falecimento do Caríssmo Irmão Visconde da Torre de Garcia d'Ávila (1852/2002), que foi o primeiro Provedor de nossa Imperial Irmandade, após a Independência, foi realizada a Exposição de Brasões de Armas do Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia d'Ávila, noticiada no número de dezembro/2002.

Devido á grande ocorrência de Caríssimos Irmãos e demais visitantes ao nosso Museu, achou por bem nosso C.I. Provedor Dr. Jorge Paes de Carvalho prorrogar a Exposição até o dia 15 de janeiro, para melhor apreciação de todos.

O dono do precioso acervo heráldico exposto, Dr. Christovão Dias de Avila Pires Jr., que é descendente direto do Visconde da Torre e preside o Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre, nos transmite importantes conhecimentos sobre o tema Armorial Histórico, que é pouco conhecido entre os brasileiros e que despertou grande interesse do numeroso público que visitou a exposição em nosso Museu.


BRASÃO DE ARMAS

O BRASÃO nasceu na Idade Média, provocado pela necessidade de disciplinar e ordenar os sinais, aparecidos para individualizar e distinguir os homens de armas, cobertos pelas armaduras metálicas, nos campos de batalha e nas justas e torneios. No século XII, encontrava-se já constituída a Heráldica - ciência e arte do Brasão - passando, pouco a pouco, as marcas pessoais dos homens de armas, a constituir uma emblemática de família.

A HERÁLDICA porém, não ficou limitada ao âmbito estritamente familiar, ultrapassou o campo social, estendendo-se a outros setores - as ordens religiosas, os prelados, as vilas e cidades e as corporações, dando sentido de continuidade àquela célula viva e natural da Nação, fortalecendo-a e outorgando-lhe o sentido de perenidade.


BRASÃO DA CASA IMPERIAL BRASILEIRA

A Nobreza e a Fidalguia são qualidades de uma pessoa, adquiridas pelo nascimento, ou atribuídas ao indivíduo pelo poder do estado, principalmente, em atenção a méritos extraordinários e dotes morais e cívicos, destacando-o do homem comum, tornando-o credor do público reconhecimento.

Recebe sua família, dentro direito português, a denominação de "Casa" como, numa expressão brasileira, a "Casa Imperial Brasileira" e a "Casa da Torre de Garcia d'Ávila", sendo que, através do vínculo do matrimônio, principalmente em havendo sucessão, seus descendentes pertencem às duas "Casas".

Assim, no vínculo por matrimônio, de uma descendente da "Casa da Torre" - Da. Maritza Bulcão Ribas, com um descendente da "Casa Imperial Brasileira" - Príncipe Dom Alberto de Orleans e Bragança, seus descendentes pertencem a estas duas "Casas", motivo pelo qual este Brasão de Armas integra o Armorial Histórico da Casa da Torre.


O QUE É O ARMORIAL HISTÓRICO DA CASA DA TORRE

Trata-se de uma coletânea monumental de Brasões de Armas, de personalidades e de instituições integrantes da Casa da Torre e a ela vinculadas, composta das coleções General Walter Pires, Odebrecht, J.M. Araújo Pinho e C.D. Avila Pires, e que exprime, plasticamente, sua herança heráldica.

Um trabalho heráldico sem precedentes no Brasil, o Armorial rastreia capítulos da nossa História, através da emblemática de inúmeros dignitários e de entidades que ajudaram a fazê-la, transportando-os de suas fontes informativas para uma coleção técnica e visual, pela força alegórica do equilíbrio e de suas cores, compreendendo essas fontes, lápides, livros, documentos, objetos pessoais, informações de famílias e arquivos de cultores idôneos.

De alcance Multissecular e Internacional, bastante numeroso (hoje com mais de 150 Brasões) e em ampliação, o Armorial procura atender à dinâmica heráldica adequada às suas épocas e estilos, atrelada ao seu uso, e está embasado nas fontes supracitadas, especialmente na clicheria e descrições livrescas, de padrão resumido e universalmente em voga, obrigando a complementação das armas, praxe de heraldistas reconhecidos, de todos os quadrantes.

Os originais armoriados são apresentados sobre Pergaminhos de dimensões regulares, com esmerado acabamento e com tintas indeléveis, iluminados a ouro e prata, trazendo devidamente manuscritas as respectivas identificações, constituindo-se num rico patrimônio histórico, resultante da combinação de elementos internacionais com outros nativos.


EXPOSIÇÃO NO MUSEU HISTÓRICO DO EXÉRCITO

Em 1997 realizou-se uma Exposição Temática Militar, do Armorial Histórico da Casa da Torre, no Museu Histórico do Exército e Forte de Copacabana, inaugurada oficialmente por S.A.I. Príncipe Dom Pedro de Orleans e Bragança, na presença de várias autoridades civis e militares, e numerosos convidados.

Esta exposição, que teve o apoio técnico da Académie Internationale d'Héraldique, foi visitada pela Comissão para as Comemorações do Quinto Centenário do Descobrimento do Brasil, por inúmeras autoridades nacionais e estrangeiras e por um público de mais de 15.000 (quinze mil) pessoas, recebendo os mais veementes aplausos, sendo depois transferida para o Palácio Duque de Caxias - Ministério do Exército.


A MAIS IMPORTANTE COLEÇÃO DO NOVO MUNDO

Segundo pareceres do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Instituto Genealógico da Bahia, o Armorial Histórico vem sendo executado por um dos principais heraldistas brasileiros - o Senhor Victor Hugo Carneiro Lopes, inicialmente discípulo do saudoso Irmão Paulo Lachenmayer OSB, e, após o falecimento deste, seu competente continuador. Os brasões de sua lavra são notáveis peças de arte, vindo preencher uma grande lacuna na área cultural e histórica do Brasil, além de estimular o gosto pela heráldica e pela genealogia, mormente entre os moços, aos quais é dedicado.


DEPOIMENTOS

O Caríssimo Irmão Dr. Rui Vieira da Cunha, único acadêmico da Académie Internationale d'Héraldique, um dos mais respeitados conhecedores do assunto, escreve.

Trata-se da linhagem de principal relevo, ainda hoje, nos fastos nacionais, distinta sobretudo pelo patriotismo e pelos serviços, o que se exprime plasticamente em sua herança heráldica, das raízes européias às alianças contraídas nos séculos vividos neste lado do Atlântico.Seu Armorial, por conseguinte, expressa uma lição colorida de História, em linguagem acessível independentemente de nível cultural ou faixa etária. Colocam-se lado a lado os eruditos e os atraídos pelo puro fascínio da beleza brasonada, mesmo crianças.

Capacidade de comunicação à larga utilizada quer na alegria ambiental quer no apelo turístico, como demonstra a heraldizante Suíça. Aspectos todos a indicar exposição permanente a par de mostras temáticas, itinerantes, conectadas com celebrações cívicas ou mesmo meramente de natureza familiar.

A aproximação do quinto centenário do Descobrimento do Brasil é, sob esse ponto de vista, um estímulo ponderável, uma preciosa ocasião para ostentar semelhante rico patrimônio histórico, resultante da combinação de elementos internacionais com outros nativos.

O Armorial é algo essencialmente dinâmico, quando mais não seja pela própria marcha evolutiva dos estilos artísticos, facilmente consultável em clássicos sem conta. Daí sua continuidade, com forçosas ampliações e alternativas estilísticas, ser inerente, pode-se avançar, à própria idéia de sua criação.

Uma palavra também se impõe no que tange à execução do Armorial, encarregada ao heraldista Victor Hugo Carneiro Lopes. É de impostergável justiça aqui consignar meu louvor grande por seu esplêndido trabalho, consciencioso e com o selo da mão de mestre. É obra artística que merece e deve ser divulgada e conhecida, acima dos mais, pelos interessados em Heráldica.

Trata-de de um fabuloso e ilustrativo documento histórico, de forte apelo pátrio, cujo vulto estimado é outro fator importante, uma muito louvável iniciativa, que merece todo o incentivo e apoio.

A Académie Internationale d’héraldique, pelo seu presidente - Dr. Jean-Claude Loutsch - assim se referiu ao Armorial:

"Le relevé des armoiries de la Casa da Torre est certainement du plus grand intérêt. Il entre dans le programme de ce qui est prévu en Europe, mais a en plus l'avantage d'être probablement un des plus importants recueils, non seulement du Brésil, mais de tout le Nouveau Monde".


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CAPA:
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HERÁLDICA
 

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