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NAS ORIGENS IBÉRICAS
 
Tomé de Sousa

Tomé de Sousa (Rates, 1503 — 1579) foi um militar e político português, descendente de Martim Afonso Chichorro e do Rei Afonso III de Portugal, filho bastardo do prior de Rates, João de Sousa, e de Mécia Rodrigues de Faria, primeiro titular da comenda da Ordem de Cristo, em 1517.

Escolhido por Dom João III para ser o primeiro governador-geral do Brasil, recebeu o um Regimento para fundar, povoar e fortificar a cidade do Salvador, na capitania real da Bahia. Chegou em 29 de março de 1549, com quem veio o primeiro Garcia d'Avila, sendo recebidos por Diogo e Catarina Álvafres Caramuru.
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Foto: CDAvila. Cartaz na exposição
“Caramuru 500 anos - das Origens do Brasil à Independência - o Heróico Vianense e uma Princesa Índia "Katherine du Brésil”, no Museu Histórico do Exército - Forte de Copacabana, jul-ago.2009.
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No exército português, dentre outras importantes missões, participou de questões internacionais como a guerra contra os mouros no Marrocos e em Arzila, recebendo em recompensa, em 1535, o título de fidalgo.

Tomé de Sousa foi escolhido por Dom João III para ser o primeiro governador-geral do Brasil, recebendo um Regimento para fundar, povoar e fortificar a cidade de Salvador, na capitania real da Bahia. Chegou em 29 de março de 1549, acompanhado por mais de novecentas pessoas, entre soldados, colonos a degredados, com quem veio o primeiro Garcia d'Avila.

Foram recebidos por Diogo Álvares, o Caramuru, que vivia entre os indígenas da Bahia desde 1509, fundador da primeira fixação comprovada do colonizador europeu, que se casou com uma princesa índia, batizada “Katherine du Brésil”, quando o conhecimento adquirido dos costumes nativos, durante quarenta anos, em muito contribuiu para facilitar o contato da administração portuguesa e dos primeiros missionários, tornando-se o maior comerciante internacional de sua época, no comércio do pau-brasil com os franceses, pelo porto de Tatuapara, hoje Praia do Forte, Município de Mata de São João.

Manteve-se como governador-geral até 1553, sucedido por Duarte da Costa, retornando a Portugal, onde ocupou outros importantes cargos públicos.


Tomé de Sousa foi um nobre que já tinha servido à Coroa na América e em África, capitão-geral de todo o Estado do Brasil, por nascimento ilustre e por prerrogativas, de reconhecida honorabilidade e tino administrativo, benemérito da confiança do monarca D. João III, que não se arrependeu da escolha que fez.

FONTES:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/brasil-colonia/brasil-colonia-2.php
Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre (Na Internet desde 1999)

 
Garcia d'Avila

Garcia d'Avila (1o) natural da região de Rates, Portugal (c.1528) chegou à Bahia em 29 de março de 1549, com Tomé de Souza - primeiro governador geral do Brasil, sendo nomeado, no primeiro dia de junho, "feitor e almoxarife da Cidade do Salvador e da Alfândega".

Certos funcionários aceitaram cargos sem ordenado, arriscando-se a viver dos azares do negócio, tendo apenas "os prós e precalços que lhes diretamente pertencerem". Este foi o caso de Garcia d'Avila, "criado" ou protegido de Tomé de Souza.


Como os soldos e serviços eram pagos geralmente em mercadorias e muito raramente em dinheiro, Garcia d'Avila recebeu, em 15 de junho, seu primeiro pagamento - duas vacas, por 4$, assim começando sua longa jornada de sucesso.

Pelo esforço austero e inexcedível energia, durante a construção da Capital, Garcia d'Avila foi recompensado com terras de Sesmarias, instalando-se inicialmente em Itapagipe, depois em Itapoã e Tauapara, vindo a se tornar o primeiro Bandeirante do Norte.

Ao morrer, em 22 de maio de 1609, era Garcia d'Avila o maior potentado da Colônia e, como vereador do Senado da Câmara, foi considerado uma das mais importantes individualidades políticas do seu tempo.


FONTE:
Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre (Na Internet desde 1999)

 
Martim Afonso de Sousa
Rio de Janeiro
e
São Vicente

Martim Afonso de Sousa (Vila Viçosa, c.1490/1500 - Lisboa, 21 de julho de 1571) foi um nobre e militar português. Jaz em São Francisco de Lisboa. Como Tomé de Sousa, descendia por linha bastarda do Rei Afonso III de Portugal.

Comandada por Martim Afonso de Sousa, partiu de Lisboa, em dezembro de 1.530, uma expedição composta por cinco navios, com uma tripulação de aproximadamente 400 pessoas. Coube a essa expedição fundar a primeira vila do Brasil, a vila de São Vicente, em 22 de janeiro de 1.532, além de outros núcleos de povoamento, como Santo André da Borda do Campo e Santo Amaro. Martim Afonso ainda se encontrava em São Vicente quando, em setembro de 1.532, recebeu a carta do Rei de Portugal, D. João III, comunicando-o de que o território brasileiro seria dividido em extensas faixas de terras: as capitanias hereditárias. Com essa medida, Portugal procurava garantir a posse da terra e tornar viável a exploração econômica de sua colônia, que se daria através do sistema colonial mercantilista.

Uma Casa-forte de Martim Afonso de Sousa localizava-se no interior da baía da Guanabara, na altura da atual praia do Flamengo, na atual cidade e estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Considerada por alguns autores como uma feitoria, essa designação não é apropriada uma vez que não se ligava à exploração de pau-brasil (Caesalpinia echinata) ou qualquer outro gênero da terra. Seria, sim, uma fortificação de campanha erguida no contexto da expedição de 1530-1532, pelo seu comandante, Martim Afonso de Sousa, quando a caminho do rio da Prata. É seu próprio irmão quem a descreve:

"Sábado 30 dias de abril [de 1531], no quarto d'alva, éramos com a boca o Rio de Janeiro, e por nos acalmar o vento, surgimos a par de uma ilha, que está na entrada do dito rio, em fundo de 15 braças de areia limpa. Ao meio dia se fez o vento do mar, e entramos dentro com as naus. Este rio é muito grande; tem dentro 8 ilhas, e assim muitos abrigos: faz a entrada norte sul tomada da quarta do noroeste sueste (...). A boca não é mais que de um tiro de arcabuz; tem no meio uma ilha de pedra rasa com o mar; pegado com ela há fundo de 18 braças de areia limpa. Está em altura de 23 graus e 1 quarto. Como fomos dentro, mandou o Capitão I [irmão Martim Afonso de Sousa] fazer uma casa-forte, com cerca por derredor; e mandou sair a gente em terra, e pôr ordem a ferraria, para fazermos cousas, de que tínhamos necessidade. Daqui mandou o Capitão I 4 homens pela terra dentro: e foram e vieram em 2 meses; (...) e [o grande rei que encontraram] lhe trouxe muito cristal, e deu novas como no Rio Paraguai havia muito ouro e prata. (...) Aqui estivemos três meses tomando mantimentos, para 1 ano, para 400 homens que trazíamos; e fizemos dois bergantins de 15 bancos." (Diário da Navegação de Pero Lopes de Sousa. in: OLIVIERI & VILLA, 2002:40-41)

A expedição de Martim Afonso de Sousa fez vela da baía da Guanabara para o Sul, em agosto desse ano, não havendo informações posteriores acerca deste estabelecimento. Nesta mesma região seria erguida a "Henriville" dos colonos de Nicolas Durand de Villegagnon (1555).

Fundou em 22 de Janeiro de 1532 a primeira vila do Brasil, batizando-a de Vila de São Vicente, uma homenagem a São Vicente Mártir e reafirmando o nome dado por Gaspar de Lemos, quando este chegou à São Vicente, coincidentemente em 22 de janeiro de 1502. O nome da cidade se deve ao fato de 22 de janeiro ser dia de São Vicente Mártir. Graças a medidas tomadas por Martim Afonso, São Vicente se tornou Cellulla Mater da Nacionalidade (Primeira Cidade do Brasil), Berço da Democracia Americana (pois em 22 de agosto de 1532 foram feitas as primeiras eleições populares das Três Américas, instalando a primeira Câmara dos Vereadores no continente)
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FONTE:
Wikipédia, a enciclopédia livre.
Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre (Na Internet desde 1999)
Christovão de Avila
www.casadatorre.org.br