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1509 - CARAMURU 500 ANOS - 2009

Nova Iguaçu
Rio de
Janeiro
Brasil
Carnaval em Nova Iguaçu
Rio de Janeiro
Início das Comemorações no Brasil
Abrindo as homenagens, no Carnaval de 2009, a GRES Unidos de Santa Rita, de Nova Iguaçu, reverencia o Heróico Vianense Caramuru – mito da origem do Brasil e do entrelaçamento de duas nações – com a saga do homem branco, que ao aportar em terras brasileiras, trouxe novas perspectivas para a nossa formação étnica e cultural.
- 22 de fevereiro de 2009: Desfile do GRES Unidos de Santa Rita
- Enredo de 2009: "
CARAMURU - 500 anos da Fundação Mítica do Brasil".


Realização e
Participação:

- Prefeitura Municipal de Nova Iguaçu - Prefeito Luiz Lindbergh Farias Filho.
- GRES Unidos de Santa Rita
: Pres. José Fernandes, o Fernando.
- Carnavalesco: Renato Bandeira. Criador e desenvolvedor do Enredo.
- Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre - CCPCTorre, Pres.
Christovão de Avila. Apoio Cultural em História e Heráldica.
GRES Unidos de Santa Rita desfila
"CARAMURU - 500 anos
da Fundação Mítica do Brasil
"
2009 Fev 22
 
Imagens do Desfile
CORTESIA: Prefeitura de Nova Iguaçu
Assessoria de Imprensa - Vinicius Marins
FOTOS: Everton Barsan/Divulgação
 
 
 
 
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Apresentação, Roteiro, Samba Enredo e Fantasias
Informações fornecidas por:
Carnavalesco: Renato Bandeira
 




Unidos de Santa Rita

Carnaval 2009

Presidente: José Fernandes, o Fernando


Carnavalesco: Renato Bandeira

 Caramuru
500 Anos da Fundação Mítica do Brasil

Enredo de Renato Bandeira 

Baseado no poema épico
Caramuru
do Frei José de Santa Rita Durão 
e
no estudo
Diogo Álvares, o Caramuru,
e a fundação mítica do Brasil

de Janaína Amado


Em 1509, com o objetivo de chegar às Índias, Diogo Álvares parte de Viana do Castelo, Portugal, levando consigo seu espírito aventureiro, sua coragem e sua ambição de encontrar fortuna em um novo mundo.

Um naufrágio, no entanto, o trouxe, como único sobrevivente, à costa da nossa Terra de Vera Cruz.


500 anos depois, a Unidos de Santa Rita, reverencia o herói Caramuru – mito da origem do Brasil e do entrelaçamento de duas nações – e leva para a Sapucaí a saga do homem branco que ao aportar em terras brasileiras, trouxe novas perspectivas para a nossa formação étnica e cultural.


Parte 1 –   O Encontro e o Encanto com a Terra de Vera Cruz
Salvo da fúria das águas, o Dragão do Mar (segundo estudiosos, uma das possíveis traduções para o nome Caramuru) desperta em um mundo, para ele, selvagem. A riqueza de nossa fauna e nossa flora o faz suspirar pelas novas terras. Mas, o encanta, sobretudo, a beleza das nativas, nossas índias. Encanto especial lhe traz a bela Paraguaçu. E Moema, terceiro vértice de um triângulo amoroso tropical.


Parte 2 –   A conquista do Povo Nativo
No entanto, o náufrago Diogo, feito cativo, certo de ser submetido à antropofagia, veste-se de uma armadura e arma-se com um arcabuz retirados da embarcação em que naufragara e, ao voltar a superfície, dispara um tiro, matando uma fera da selva.

Diogo Álvares conquista, assim, o respeito e o temor dos índios. Acolhido por uma das tribos Tupinambás – a chefiada pelo grande e sábio Cacique Gupeva, pai de Paraguaçu – torna-se, então, o Caramuru: o Filho do Trovão (outra tradução possível para Caramuru).

Dotado de suas armas, subjugou as diversas tribos tupinambás inimigas, especialmente a do chefe Jararaca, maior inimigo de Gupeva.


Parte 3 –   Contato com a Europa
Elevado à condição similar a de um rei das diversas tribos Tupinambás, o Caramuru torna-se o maior comerciante internacional de sua época, estabelecendo o comércio do pau-brasil com alguns países europeus e do suprimento de alimentos para navios de corsários franceses e mercadores espanhóis e holandeses que passavam pela costa baiana.

Chegam, mais tarde, à Bahia as primeiras autoridades civis portuguesas – como o donatário Francisco Pereira Coutinho e o primeiro governador geral, Tomé de Souza – e os primeiros jesuítas – como o Padre Manuel da Nóbrega. Diogo Álvares os auxilia, prestando-lhes informações preciosas sobre a terra e a gente do lugar, além de ter-lhes servido como intérprete e mediador junto aos índios.

Rumo à França

Saudoso de sua vida na Europa, no entanto, o Caramuru decide embarcar em um navio francês que aportara às costas brasileiras. Leva com ele sua preferida, Paraguaçu, e rumam à França de Henrique II e Catarina de Médici. 
Recebidos pelos Monarcas, Paraguaçu é batizada, ganhando o nome de Catarina Álvares.*. Em pomposa cerimônia os dois foram casados.
*Extraído do Poema Épico "Caramuru", do Fr. Santa Rita Durão.


Diogo Álvares estabelece estreitas relações comerciais com a França.

A distância do Brasil, no entanto, torna clara para Diogo a idéia de que sua vida está mesmo na Terra de Vera Cruz.


Parte 4 –   De volta ao Brasil – A Aurora do Povo Brasileiro

Diogo Álvares Caramuru e a Índia Paraguaçu, batizada "Katherine du Brézil" no ano de 1528, em Saint Malo, constituíram a primeira família brasileira documentada, sendo a mais antiga raiz genealógica, no Brasil, da qual descende a Casa da Torre de Garcia D'Ávila.

Diogo e Catarina retornam à América com duas naus carregadas e com artilharia, após se comprometerem a encher as naus francesas de pau-brasil, o que fizeram;

De volta ao Brasil, Diogo ajudou uma nau castelhana que naufragara e durante o episódio deste naufrágio, Catarina pediu ao Caramuru que buscasse uma mulher, que viera na nau, e estava entre os índios, porque lhe aparecia em visão, e lhe dizia que a mandasse vir para junto a si, e lhe fizesse uma casa.


O Caramuru encontrou uma imagem de Nossa Senhora que um índio recolhera na praia e tinha lançado ao canto de uma casa; Catarina identificou esta imagem como a da visão.


A imagem recebeu uma casa: A Igreja Nossa Senhora da Graça.


Seus filhos e filhas foram batizados por religiosos, casando-se com fidalgos e donde procederam muitas das melhores e mais nobres famílias da Bahia e do Brasil.

Diogo Álvares, de Portugal, o Caramuru, do Brasil, representa o terceiro elo na formação étnica brasileira, já que o índio e o negro (como comprovaram as expedições arqueológicas do Parque Nacional da Serra da Capivara, no sudeste do Estado do Piauí) já estavam aqui.


Acima de tudo, a vinda do Caramuru para as terras brasileiras representa a introdução da arte de “resolver com amor, sem violência, com alegria, com negociação e congraçamento (por artes do “jeitinho” e da malandragem, da mestiçagem e da democracia racial) os imensos desafios da sua sociedade plural.”*
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Extraído do texto de Janaína Amado


Renato Bandeira 
Carnavalesco
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Roteiro do Desfile
Desenvolvimento do desfile em Setores, Alas e Alegorias.


Caramuru

500 Anos da Fundação Mítica do Brasil

Parte 1 – O Encontro e o Encanto com a Terra de Vera Cruz

Comissão de Frente – A Chegada do Dragão do Mar

O mar tem mistérios e encantos que não se explicam. Suas vontades parecem estar acima de determinações humanas.

Nossa Comissão de Frente traz Ninfas do Mar que têm a missão de levar Diogo, o Dragão do Mar até a Terra de Vera Cruz.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira  No Bailar das Águas, o Brilho da Estrela

Fábio e Leila são “crias” do GRES Imperatriz Leopoldinense. Há mais de 15 anos vêm alcançando notas máximas em escolas com União da Ilha do Governador, Estácio de Sá, São Clemente e tantas outras.

Este ano, embarcam pela primeira vez no Carnaval de Nova Iguaçu para engrandecer o desfile da Unidos de Santa Rita.

Em suas fantasias apresentam a mística do mar presente em todo o primeiro setor da escola, emblemando o símbolo da escola, através das estrelas do mar

Ala 1 –            Encantos do Mar – 1ª Ala de Crianças

Nossa primeira Ala de Crianças traz os Encantos do Mar e compõe o cenário de nosso Abre-Alas

Abre-Alas –  O Dragão do Mar Chega à Terra de Vera Cruz

Nosso Abre-Alas remonta o cenário, em uma visão mítica, da chegada de Diogo Álvares.

A Força dos Mares, trazida em uma espécie de carruagem formada por uma estrela do mar – que também faz referência a estrela, símbolo da escola – traz a Terra de Vera Cruz, Diogo Álvares. Por este motivo, segundo uma das versões vigentes, será conhecido entre os indígenas das diversas Tribos Tupinambás, como o Dragão do Mar.



Planta Baixa da Alegoria 1


 

Ala 2 –            Encanto Curumin – A Flora Nativa –  2ª Ala de Crianças

Ao chegar à Terra de Vera Cruz, Diogo Álvares se encanta com o que aqui encontra.

Nossa segunda Ala de Crianças representa as crianças indígenas e flora brasileira.

Ala 3 –            Os Tupinambás e Fauna Nativa

Diogo Álvares se encanta com a diversidade de nossa fauna.

Esta ala representa os nativos da Terra de Vera Cruz, os índios das diversas tribos Tupinambás e nossa fauna.

Ala 4 –            Amor Nativo – Amor de Índio

Nada, no entanto, fascinou mais a Diogo Álvares que os encantos de Paraguaçu.

Aqui, nosso aventureiro encontra o amor.

  

Parte 2 – A conquista do Povo Nativo

Ala 5 –            A Lei do mais forte – Nasce o Filho do Trovão

A admiração dos índios pelo forasteiro os leva ao desejo de comê-lo. Literalmente! A antropofagia era prática comum dos nativos da nossa terra. Ao admirar alguém, era necessário comê-lo a fim de adquirir suas virtudes.

Ao perceber o que lhe esperava, Diogo Álvares, mergulha rumo aos despojos de sua embarcação e de lá traz um arcabuz (espécie espingarda) e materiais para confeccionar algo que se parecesse com uma armadura.

Ao voltar a superfície, mata um animal e conquista o respeito e o temor dos tupinambás. Nasce então, o Filho do Trovão

Ala 6 –            A tribo Jararaca

Caramuru agora resolve subjugar todas as tribos tupinambás, unificando-as.

Encontra grande resistência da tribo do cacique Jararaca, que já era o maior inimigo da tribo que o acolheu.

Mas seria impossível derrotar a arma de fogo de Caramuru que se torna uma espécie de rei do Brasil da Época. O rei dos Tupinambás.

  

Parte 3 – Contato com o mundo exterior

O litoral do Brasil era freqüentemente visitado por navegantes das mais diversas nacionalidades.

Caramuru transforma o litoral da Bahia numa espécie de ponto de parada para reabastecimento de mantimentos das caravelas, galeões e galeras que faziam sua rota por ali. Entre seus principais “clientes” estavam os que se apresentam nas duas alas a seguir.

Ala 7 –            Corsários Franceses

Ala 8 –            Mercadores Holandeses

Ala 9 –            Emissários da Corte Portuguesa

As notícias sobre o tal Caramuru chegam à Corte Portuguesa, que, sabendo das cada vez mais estreitas relações deste com os franceses e, temendo perder as terras brasileiras, enviam emissários para negócios com o novo “rei do Brasil”.

Painel          “Rumo a França”

Diante das investidas dos Portugueses, uma missão francesa leva Caramuru e sua Paraguaçu para uma viagem que selaria os destinos do Brasil.

Ala 10 –          O Batismo de Paraguaçu

Na Corte de França, Paraguaçu é batizada e se torna a primeira cidadã brasileira. Paraguaçu se torna Katherine Du Brézil.

Ala 11 –          O Matrimônio Cristão

Diogo Álvares e Catarina do Brasil se casam diante dos reis de frança e dão início a primeira família brasileira.

  

Parte 4 –         De volta ao Brasil – A Aurora do Povo Brasileiro

Painel          “A visão de Paraguaçu”

Na viagem de volta ao Brasil, Catarina tem uma visão da Virgem Maria. Em sua homenagem é erguida pelos índios Tupinambás a Igreja de Nossa Senhora da Graça, ainda hoje existente em Salvador.

Ala 12 –          Bateria - Diogo Álvares, o Caramuru

O Europeu    o índio

O herói         o vilão

O homem      o mito

A fantasia da Bateria da Unidos de Santa Rita representa a dubiedade de Diogo Caramuru.

Ala 13 –          Baianas – Paraguaçu - Mãe das Mães do Brasil

Antes de Paraguaçu não havia um único “cidadão brasileiro”.
Coube esta honra a uma mulher. Por esta razão, Paraguaçu é chamada na Bahia de Mãe das Mães do Brasil.

Nada melhor que as mães das mães do samba para representá-las.

Alegoria 2 – A Fundação Mítica do Brasil: A Aurora das Famílias Brasileiras

Nossa segunda alegoria traz o Castelo da Torre de Garcia D’Ávila, ícone da genealogia brasileira e representante das ramificações familiares brasileiras, como tema.

Atenção: Neste carro deveremos trazer o Dr. Cristóvão de Ávila, neto em 13º grau e descendente direto de Diogo Álvares.

O Dr. Cristóvão é historiador e maior estudioso das influências históricas da vinda de Diogo Álvares para o Brasil. É consultor das comemorações que homenagearão Portugal e França, sobre os 500 anos da história de Caramuru.

No entanto, em função de sua idade e problemas de saúde sua presença só poderá ser confirmada horas antes do desfile.



Planta Baixa da Alegoria 2

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Samba Enredo

compositores: Cléber, Santiago de Lima, Jorge,
Intérprete: Cléber

Diogo, o Dragão do Mar

Sobrevivente

de um naufrágio, que aqui chegou

Na Terra de Vera Cruz e se encantou

Com a beleza do lugar

Mesmo cativo, teve atitude de guerreiro

Conquistou o povo nativo, o nosso aventureiro

Usando arma de fogo

Mostrou sua coragem

Matou fera selvagem

E se tornou então

Caramuru, o Filho do Trovão

 

Surgiu um líder com poderes de rei

Lutou pela paz

Dos Tupinambás

Negociou madeira e alimento

Com índios e brancos

Que entendiam o seu argumento

 

A saudade o conduziu a Europa

Rumo a França

Paraguaçu, ele a levou

Batizada Catarina

Com ela se casou

Na presença dos Monarcas

Lindo gesto de amor

Voltando a terra, mãe gentil

Para Nossa Senhora da Graça

Uma Igreja construiu

E o Brasil que nasceu lá na Bahia

Viu dessa união

A importante Fidalguia

Quinhentos anos depois

Santa Rita comemora

Esse marco da História

 

Meu coração, vermelho e branco

Se enche de encanto e arde de paixão

É o meu jeito brasileiro

Fruto da miscigenação 

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Apresentação de Fantasias
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Christovão de Avila

PROJETOS 2006-2007