Genealogia Nordestina
 

 
1º Workshop Genealogia Nordestina – Resgatando Paes Barreto, realizado no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, no Rio de Janeiro, em 05 de abril de 2007, idealizado e coordenado pela bibliotecária e documentalista Sonia Maria Xavier de Araújo-Ulrich - pesquisadora responsável pelo Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, na Bélgica.
 
Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB
Rio de Janeiro, 05/mar/2007
 
  
 Auguramos que este 1º Workshop Genealogia Nordestina – Resgatando Paes Barreto, seja o primeiro de uma seqüência de eventos, a resgatarem e difundirem a Genealogia Nordestina, que tem suas origens nas origens da nossa Terra Brasillis, cumprimentando os participantes de todo o Nordeste Brasileiro, e apresentando os mais profundos agradecimentos às organizadoras, Noemia Paes Barreto Brandão e Sonia Maria Xavier de Araújo-Ulrich, e aos patrocinadores deste evento, em nosso nome e em nome do Prof. Álvaro Pinto Dantas de Carvalho Júnior, Presidente do Instituto Genealógico da Bahia e de sua Diretoria.
 
Christovão de Avila ..
  
 
O futuro da humanidade passa pela família, a família brasileira, a
família latino-americana, a família de todas as partes do mundo.
(João Paulo II, mensagem ao povo brasileiro, 02.10.1997)
 
 
       
 
 
 
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Fotos do evento recebidas de Sonia Ulrich..
 
Genealogia Nordestina - Resgatando Paes Barreto
PROGRAMA

Composição da mesa Solenidade de Abertura pela pesquisadora Sonia Maria Xavier de Araújo-Ulrich

Quem foi o Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto pelo Dr. Reinaldo Paes Barreto Leite

O Desembargador Carlos Xavier Paes Barreto e sua correspondência genealógica
por Carlos Eduardo Barata

Genealogia Alagoana
pela pesquisadora Sonia Maria Xavier de Araújo-Ulrich

Genealogia Bahiana
pelo Dr. Christovão Dias de Avila Pires Jr.

Genealogia Cearense
pelo Dr. Francisco Augusto de Araújo Lima

Genealogia Maranhense
pelo Desembargador Milson Coutinho

Genealogia Paraibana
pelo Dr. Fábio de Arruda Lima

Genealogia Pernambucana
pelo Dr. Reinaldo José Carneiro Leão

Genealogia Piauiense
por Renato Araribóia de Brito Bacelar

Genealogia Riograndense do Norte
pelo Dr. Paulo Fernando de Albuquerque Maranhão

Genealogia Sergipana
pelo Dr. Ricardo Teles de Araújo

Por uma escola brasileira de genealogia
pelo Dr. Gilson Caldwell do Coutto Nazareth

Agradecimento: Noemia Paes Barreto Brandão

Solenidade de Encerramento: Prof. Dalmiro da Motta Buys de Barros

C
oquetel Nordestino de Confraternização: das 17:00h às 19:00h



Mestre de Cerimônia: Claudio de Carvalho Xavier
Filmagem: "Buffett"
Recepcionista: Srta. Marianna Gayoso Prates
Segurança: Marcelo


NOTA: O historiador Bruno da Silva Antunes de Cerqueira - na ocasião Diretor de Publicações do CBG encerrou o evento, em substituição ao museólogo Dalmiro da Motta Buys de Barros, ex-Presidente do CBG, que por motivo de doença, não pode comparecer e a quem estava destinado fazer a palestra de encerramento.

 
  
 
LINKS DE GENEALOGIA
  
 
 Genealogia Alagoana – Bibliotecária e documentalista Sonia Maria Xavier de Araújo-Ulrich - pesquisadora responsável pelo Projeto Resgate de Documentação Histórica Barão do Rio Branco, na Bélgica.
A idéia deste trabalho sobre Genealogia Alagoana surgiu a partir do nascimento de minha primeira neta Maria Eduarda Prates Serpa em 04 de janeiro de 1996 no Rio de Janeiro.
Neste momento me tornei consciente da responsabilidade de desenvolver nela o amor, culto e respeito pelas raízes e pela terra natal de seus ancestrais valores que meus avós maternos alagoanos Francisco Xavier de Araújo Filho e Lucilla (Mocinha) de Amorim sempre incutiram em mim.
Já lá se vão dez (10) anos que pesquiso sobre a Genealogia Alagoana matéria que me apaixona. A princípio criei, na Internet, um grupo sobre o tema que modero há seis (6) anos e, com o passar do tempo fui sentindo a necessidade de transformar o resultado das pesquisas neste site.
WEBSITE: < www.genealogiaalagoana.com >
 
 

A Casa da Torre de Garcia D'Avila - Dr. Christovão Dias de Avila Pires Jr.
Desde 1999, ininterruptamente, estão disponibilizadas neste site oficial, sem finalidade lucrativa, informações sobre a Casa da Torre de Garcia D'Avila e locais, fatos e personagens relacionados com sua história, contendo um balanceamento de texto e iconografia, que ao mesmo tempo apresenta aparatos acadêmicos e constitui material para pesquisas e para apoio à Educação, à Cultura e ao Turismo Cultural.
A difusão histórica e cultural vem sendo desenvolvida ao longo de duas décadas, através das inúmeras conferências, participando e organizando cursos, seminários e congressos, nacionais e internacionais, exposições de projeção nacional e internacional, com diversos trabalhos publicados, além de entrevistas para jornais, revistas e televisão, na Bahia, no Brasil e no estrangeiro.

WEBSITE
: < www.casadatorre.org.br >

 
 
Genealogia Cearense - Dr. Francisco Augusto de Araújo Lima
Francisco Augusto, nasceu na cidade do Crato, Ceará, é Engenheiro Agrônomo, UFC, sócio correspondente do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, membro do Grupo de Genealogia do Ceará, em formação. Um apaixonado pela genealogia.
Iniciando suas pesquisas nos idos dos anos 80, publica seu primeiro trabalho em 1989, Soares e Araújos no Vale do Acaraú. Cria uma auto disciplina rígida: a prioridade é lê e estudar todos os autores cearenses, assim até revistas semanais são deixados ao largo, seu universo é a cearensidade.

WEBSITE
: < www.familiascearenses.com.br >
 
 
 
Genealogia Bahiana pelo Dr. Christovão Dias de Avila Pires Jr.
 
Christovão de Avila, nascido em Niterói, Rio de Janeiro, é Engenheiro Militar de Fortificação e Construção (IME), membro do Colégio Brasileiro de Genealogia, do Instituto Genealógico da Bahia, dos Institutos Históricos e Geográficos, do Rio de Janeiro, da Bahia, de Minas Gerais, de História Militar do Brasil, da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, do Memorial Visconde de Mauá. Em 1989 fundou o Centro Cultural e de Pesquisas do Castelo da Torre, iniciando o resgate histórico e patrimonial, sendo seu presidente.
É neto em 13º grau de Diogo e Catarina Álvares Caramuru, em 12º grau de Garcia D'Avila I e trineto, por linha varonil, duas vezes, do primeiro titular do Império do Brasil, o Barão depois Visconde da Torre de Garcia d'Avila.

(INTRODUÇÃO)

Genealogia Bahiana

Os Primitivos Colonizadores Nordestinos e
Seus Descendentes

Christovão de Avila

Atendendo ao honroso convite para apresentar o tema Genealogia Bahiana é com muita alegria que aqui estamos, representando o Instituto Genealógico da Bahia - IGB, nesta oportunidade em que todo o Nordeste Brasileiro está reunido, para comemorar meio século da primeira edição da preciosa obra de um cultor da história e da genealogia, Carlos Xavier Paes Barreto Os Primitivos Colonizadores Nordestinos e seus Descendentes.

É também com muita satisfação, que nos encontramos nesta novel Instituição, onde nos idos de 1989 proferimos a nossa primeira palestra sobre a Casa da Torre, uma História que constituiu a memória oferecida pelo saudoso Pedro Calmon ao congresso realizado por este IHGB, em 1931, o que resultou na sua famosa História da Casa da Torre – Uma Dinastia de Pioneiros. Neste mesmo Instituto, onde em 1997 promovemos o maior e mais profundo projeto de pesquisa já realizado, sobre Caramuru e a Casa da Torre, no Brasil e no exterior, tendo como titular este Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Primeiros Povoadores

Ao partir, em 2 de maio de 1500, Cabral deixara em solo bahiano dois degredados, sabendo-se apenas o nome de um deles – Afonso Ribeiro. A carta de Pero Vaz de Caminha registra que, além deles, teriam ficado dois grumetes desertores, sendo que estes, assim como outros, e também aventureiros e náufragos teriam sido os primeiros povoadores, mas que não conseguiram criar convívios familiares com as índias, nem criaram seus filhos em ambiente de integração cultural das duas raças.

A primeira fase da nossa colonização foi marcada por um processo de miscigenação, entre europeus e índias, a que se adicionou, a partir da metade do século XVI, a componente africana.

Primitivos Colonizadores Nordestinos

Os Primitivos Colonizadores Nordestinos e seus Descendentes, chegados à Bahia, muitos deles vieram da Capitania de Pernambuco, de onde saiu Paes Barreto, e se uniram aos descendentes de Diogo Álvares Caramurú com a princesa índia Catarina Paraguaçu, como os sucessores de Jerônimo de Albuquerque com a princesa filha da aldeia de Olinda, batizada Maria do Espírito Santo Arco Verde.

Descendentes de Filipe Cavalcanti, fidalgo florentino, filho de João Cavalcanti e de sua mulher D. Genebra Manelli, que passando a Pernambuco em 1558, experimentou tal hospitalidade em Jerônimo de Albuquerque que veio a se casar com D. Catarina de Albuquerque, filha natural de Jerônimo de Albuquerque com a princesa índia Muira-Ubi.

Assim como os descendentes de Arnau de Holanda, filho de Henrique de Holanda Baravito de Rheonebourg, natural de Utrech, o qual foi casado com Margarida Florença, e foi casado Arnau de Holanda com D. Brites Mendes Vasconcelos. E tantos outros, que precisaríamos dias aqui reunidos, só para resumir esta genealogia.

Primeira fixação comprovada do Colonizador europeu

Em 1509*, Diogo Alvares, nascido no noroeste da Península Ibérica, por volta de 1475, naufragou na costa da Bahia, quando muitos de seus companheiros foram mortos pelos tupinambás, conseguindo sobreviver e passando a conviver com os índios, recebendo a alcunha de Caramuru. O conhecimento adquirido dos costumes nativos, em muito contribuiu para facilitar o contato entre estes e os primeiros missionários e a administração portuguesa.

Tornou-se o maior comerciante internacional de sua época, tanto no comércio do pau-brasil com os franceses, pelo porto de Tatuapara, como no abastecimento de navios, com frutos da terra, daquela região aonde mais tarde viria ser implantada a Torre de Garcia D'Avila.

Pelos relatos da época, Caramuru tinha muitos filhos e vivia na sua povoação, fundada no sítio da Graça, considerada a primeira fixação comprovada do colonizador europeu – Vila Velha.

Katherine du Brésil– A mais antiga figura feminina do Brasil

Em 1526, Diogo Álvares Caramuru é levado à França com uma princesa índia, que fora batizada no dia 30 de julho de 1528, em Saint-Malo – “Katherine du Brésil” – a Índia tupinambá, filha do cacique Taparica – Catarina Paraguaçu, tornando-se esposa de Caramuru.

Ao retornarem da Europa, após quatro anos em França, construíram a ermida de Nossa Senhora da Graça – o santuário mariano mais antigo do Brasil.

Trata-se de um marco esquecido, dos primórdios da colonização da Bahia, e do Brasil, "a mais antiga figura feminina da história do Brasil", como lembra Pedro Calmon, esposa que foi de Diogo Álvares Caramuru, "deste Adão de Massapé" como celebrou Gregório de Matos.

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....... TEXTO COMPLETO

  
 
Genealogia Sergipana pelo Dr. Ricardo Teles de Araújo
 
 
(INTRODUÇÃO)
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Genealogia Sergipana.
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Sergipanos dos séculos XVII e XVIII
nos arquivos portugueses

 

Ricardo Teles de Araújo
21 de abril de 1999

Parece que o saber humano de natureza científica e filosófica procura responder a três grandes perguntas: de onde vimos, o que somos e para onde vamos. Aprendendo um pouco sobre de onde vimos, entendemos melhor o que somos e podemos arriscar umas predições sobre para onde vamos. A genealogia associada à biografia é um ramo da história que cuida do aspecto de onde vimos. Acreditamos que ajude a entendermos o que somos[1].

São poucos os documentos sergipanos do período colonial em Sergipe. Não há nas paróquias sergipanas registros do século XVIII. No Arquivo Público do Estado de Sergipe os documentos existentes são em sua grande maioria do período imperial e republicano. Excetuando uns poucos inventários recolhidos por pesquisadores, praticamente não há documentos deste período na referida repartição pública. Umas das poucas exceções a essa regra é o Arquivo Judiciário que possui um acervo razoável de documentos cartorários recentemente recolhidos.

O pesquisador interessado em estudar o século XVIII e principalmente o século XVII tem que procurar documentos em arquivos fora do estado. A Bahia é a primeira parada. Encontra-se na Bahia o admirável Arquivo Diocesano que possui o mais antigo livro paroquial do Brasil hoje existente: registro de batizados da Freguesia de Paripe, Salvador, Bahia, de 1588 a 1637. Estive com ele em minhas mãos em 1996. Entretanto, segundo o inventário feito por Zita Magalhães Alves, fundadora da sociedade de amigos do arquivo da Cúria, são pouquíssimos os documentos setecentistas sobre sergipanos. O Arquivo Público da Bahia possui uns poucos documentos sobre Sergipe, pesquisados por Luiz Mott. No Rio de Janeiro pode-se encontrar alguns documentos deste período no Arquivo Nacional de difícil pesquisa e em alguns códices da Biblioteca Nacional. Documentos seiscentistas então são praticamente inexistentes.

A solução para o pesquisador é partir para os arquivos portugueses. Lá dois grandes arquivos interessam ao pesquisador sergipano: os Arquivos Nacionais/Torre do Tombo e o Arquivo Histórico Ultramarino. Ambos são a terra dos sonhos do genealogista e do biógrafo, pesquisadores que pesquisam antes de tudo o homem.

Com o objetivo de se ter um quadro dos moradores de Sergipe no século XVII e XVIII levantamos as qualificações dos depoentes em inquirições, existentes em inúmeros processos de qualificação para o Santo Ofício, habilitação de genere para o sacerdócio, para as ordens militares e leitura de bacharéis na Torre do Tombo[2], como também nas justificações e devassas existentes na coleção de documentos avulsos sobre Sergipe e Bahia do Arquivo Histórico Ultramarino[3]. Elaboramos uma lista de 500 depoimentos de moradores de Sergipe no período entre 1678 e 1798, qualificados com os seguintes dados: nome, idade, evento, data do evento, moradia, profissão, título, cor, estado civil e naturalidade. A tabela mostrada a seguir é um extrato= do banco de dados levantado com um número de colunas que pudesse caber no papel. Apresenta os dados que julgamos principais: nome, data do evento, idade, profissão, morada e referência documental acrescido da coluna Nasceu calculada pela diferença entre a data do evento em que a testemunha depôs e sua idade. Esta coluna nos leva aos primórdios da vida em Sergipe.

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NOTA: Texto completo enviado pelo autor e formalmente autorizado a ser publicado no site, já tendo sido objeto de publicação pela revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe.

....... TEXTO COMPLETO (em PDF).

 

GENEALOGIA
 

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Christovão de Avila
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