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CASTELO DA TORRE
Prefeitura de Mata de São João - Fundação Garcia D'Ávila


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CERIMÔNIA


Praia do Forte
Mata de São João
Bahia - Brasil

Lançamento de Livro de Arte
e Medalha de Honra ao Mérito

2012 Abr 21




Mata de São João - Um Registro de Memória

CERIMÔNIA NO CASTELO GARCIA D’ÁVILA

Na noite de 21 de abril de 2012, sábado,realizou-se no Castelo da Torre de Garcia d’Ávila, em Praia do Forte, Mata de São João, o lançamento do Livro do Município e a entrega de Medalhas de Honra ao Mérito, em comemoração aos 166 anos de Emancipação Política de Mata de São João.

O Livro de Arte, que recebeu o título “Mata de São João - Um Registro de Memória” é uma realização da Fundação Garcia d’Ávila com o apoio da Prefeitura Municipal e da Câmara Municipal de Vereadores, contando a história do município desde os primórdios.

Com o patrocínio da Siravol Incorporadora, teve a coordenação e organização de Erenilda Custódio dos Santos Amaral e coautora Rita de Cássia S. de Carvalho Rosado, prefácio de Christovão de Avila, presidente do CCPCTorre, sendo impresso na Gráfica Santa Marta.

“O Livro registra aspectos históricos, econômicos, culturais e ambientais que constituem a memória coletiva de Mata de São João como parte integrante e indissociável povo brasileiro”, declarou no Livro, João Gualberto, Prefeito Municipal.

MEDALHA DE HONRA AO MÉRITO


A noite do sábado, 21/04, foi de celebrações. Além do lançamento do Livro, foi realizada a cerimônia de entrega das Medalhas de Honra ao Mérito Garcia d’Ávila. Os homenageados foram homens e mulheres de grande representatividade, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados ao município.


Flávio de Paula, Presidente da AMOGRAÇA; Christovão de Avila, Presidente do CCPCTorre; Prefeito de Mata de São, João Gualberto; Arquiabade do Mosteiro de São Bento, D. Emanuel d'Able do Amaral; Rosa de Carvalho, ex-Vice-Prefeita de Mata de São João, Marcos Zarpellon, Diretor de Marketing da ABIH-BA; Henrique Abreu Barão de Santa Helena, VP-CCPCTorre.


PREFÁCIO DO LIVRO

Este livro resgata a Memória de Mata de São João, inserida no processo de formação nacional, de onde partiu a expansão territorial para o Nordeste Brasileiro, com seus sucessores encontrados em todo o país, dando uma visão do patrimônio artístico-cultural e material, deste, que é o mais importante município do Litoral Norte da Bahia.

Um adágio popular diz: Só é dono quem registra!

O Trabalho além de desenhar o perfil, segundo o modelo convencional, apresenta uma cronologia, ricamente documentada, que se encontra embasada numa linha do tempo, desde os habitantes das “terras do Brasil nascente”, quando os portugueses aqui chegaram em 1500, até Mata de São João dos dias atuais.

Apesar da farta documentação existente e já bibliografada, por ter, ainda, muitos escritos ocultos e inéditos, desperta, mormente hoje, grande interesse de pesquisadores e da sociedade brasileira e estrangeira, tocante, também, a aspectos políticos e sociais.

Mata de São João tem raízes genealógicas na “Primeira Família Brasileira”, documentada – Diogo e Catarina Álvares Caramuru –, ele um português, naufragado em 1509 na costa da Bahia, ela uma Índia tupinambá, batizada em Saint Malo, em 1528, “Katherine du Brésil”, considerada "Mãe das Mães Brasileiras", “Símbolos de Congraçamento Racial” ”, cuja sucessão vinculou-se, não só aos descendentes de Garcia d’Ávila com a Índia batizada Francisca Rodrigues, como à geração de Jerônimo de Albuquerque com a Índia Muira-Ubi, batizada Maria do Espírito Santo Arcoverde, “Primeira Sociedade Brasileira”.

Caramuru, convivendo com os índios, o conhecimento adquirido dos costumes nativos em muito contribuiu para facilitar o contato entre estes e os primeiros missionários e a administração portuguesa. Dispensou importante colaboração aos jesuítas, servindo como intérprete na pregação, doutrina e confissão, destacando-se nas Aldeias Jesuíticas do Litoral Norte, onde estabeleceu o comércio internacional, pelo porto de Tatuapara, Mata de São João.

Garcia d’Ávila, chegado em 1549 com o primeiro governador geral do Brasil – Tomé de Souza, natural de São Pedro de Rates, foi recebido por Caramuru, que certamente acompanhou-o, em 1551, na jornada de implantação da “Torre Singela de São Pedro de Rates”, estrategicamente localizada, obedecendo ao Regimento de 1548, de D. João III, que determinava a ocupação, de Salvador até Tatuapara, região aonde chegam as correntes marítimas, avistando-se as embarcações que se aproximavam.

Daquela Torre partiram os conquistadores e povoadores de Sergipe, os descobridores do São Francisco para cima do grande Sumidouro (Cachoeira de Paulo Afonso), os povoadores afazendados nos sertões do Piauí. Deitaram raízes nos rincões de Pernambuco e, transpondo o Parnaíba, entraram pelo Maranhão, implantando seus currais de gado e agricultura de subsistência, atingindo as Minas Gerais, o Espírito Santo e Goiás, num empreendimento latifundiário, distribuído dentro de uma área equivalente a 1/10 do território brasileiro de hoje, o que equivale às áreas de Portugal, Espanha, Holanda, Itália e Suíça, somadas.

Com seus Batalhões de Milícias e Marinha, sob o comando dos “Morgados”, envolvendo dez gerações, a Casa da Torre, responsável pela defesa ao norte da Capital, desempenhou importante papel no combate aos piratas e corsários, tendo uma posição de relevo nas lutas contra holandeses e índios invasores, participando com evidência, de todos os acontecimentos notórios que marcaram o nascimento, a evolução, e a integração da Pátria Brasileira, concorrendo com a sua gente, suas armas, sua produção de mantimentos e com o seu gado para vencê-los, à custa de enormes sacrifícios.

Na campanha pela Independência do Brasil, na Bahia, tendo o Castelo da Torre, como base de operações do Exército Libertador, os Batalhões da Torre prestaram os maiores e mais relevantes serviços, destacando-se o último Morgado e futuro Visconde da Torre de Garcia d'Avila, o futuro Barão de Jaguaripe e o primeiro comandante do Exército libertador, o futuro Visconde de Pirajá.

Após quase três séculos de história, consolidada a Independência e extinto o regime de morgadios, em 1835, os representantes da Casa da Torre mudaram-se para seus engenhos, desgastados nas suas fortunas, pelos 13 meses de campanha, sendo o Castelo abandonado. Apesar do excelente material com que foi construído, transformou-se o solar numa majestosa ruína.

O processo de Proteção do monumento somente foi iniciado no Século XX, com o Decreto-Lei N. 1.983 de 12 de junho de 1927, proposto pelo então Deputado Pedro Calmon, "visando salvar da iminente destruição as ruínas da Torre de Garcia d'Ávila", que autorizou a incorporação do Castelo ao patrimônio do Estado. Obrigava-se o Estado a restaurá-lo num prazo de cinco anos, e a criação e manutenção, pelo Estado, de um Museu de Arte Retrospectiva e Militária Sertaneja, no Castelo, assim como abriu os necessários créditos para a construção de uma estrada de rodagem para acesso ao Solar, partindo de Feira Velha. Daquele decreto, no entanto, somente a rodovia fora executada, numa obra pioneira da firma Emilio Odebrecht.

Através do Decreto-Lei N. 25, de 30 de Novembro de 1937, que constituiu o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, dá-se, então (1938), o Tombamento do Castelo da Torre de Garcia d'Ávila com sua Capela de Nossa Senhora da Conceição.

No decorrer do período 1939 / 1970, a ação do DPHAN, executa extensos trabalhos de proteção, em defesa do monumento, frequentemente por meio de serviços de limpeza, de consolidação e de impermeabilização de muralhas.

Adquirido o Castelo, com as áreas adjacentes, em 1971, pelo saudoso empresário Klaus Peters e outros, e constituída em 1981 a Fundação Garcia d’Ávila, verificam-se cuidados especiais para com o uso do solo e com a preservação do ecossistema, com uma Reserva Ecológica, o apoio, desde sua criação, ao Projeto Tamar e as obras de consolidação do Castelo, com sua estrutura de visitação, desencadeando-se a exploração turística e hoteleira de alto padrão, na região, num árduo trabalho dos que lutam por um mundo melhor, seguindo o lema que criou e implantou "Usufruir sem destruir".

É importante ressaltar a grande contribuição que o Turismo Cultural está dando para a sociedade contemporânea. O fato de que cada povo está aprendendo a valorizar sua cultura, sua natureza, sua música, sua comida, seu idioma, sua alma e sua história.

Constatamos o valoroso trabalho que vem sendo desenvolvido, em prol da Assistência Social, da Educação, do Desenvolvimento Cultural e do cuidado com a riqueza do Patrimônio Histórico e Natural, no Município, resgatando a identidade do Povo Matense, que vem aprendendo a descobrir suas raízes culturais e passando a se orgulhar de suas origens e de suas tradições, que estão nas origens da Bahia e deste país tropical chamado Brasil.

Retornando às atividades culturais, é com orgulho e satisfação que acompanhamos o vertiginoso desenvolvimento do litoral Norte da Bahia, ocorrido nestes últimos anos, para o qual temos dado uma modesta parcela, em apoio à Fundação Garcia d’Ávila, no resgate da memória, do patrimônio e da história da Casa da Torre.

Sensibilizado com o convite para escrever este Prefácio, apresento os efusivos cumprimentos à Fundação Garcia d’Ávila por promover esta preciosa obra literária, com os agradecimentos pelo decisivo apoio da Prefeitura de Mata de São João, às atividades culturais, comprometida com o futuro do município, e aos Órgãos Públicos, extensivos os cumprimentos à autora e coordenadora Erenilda Amaral, que nos brinda com esta obra, que resgata, registra e projeta o Município de Mata de São João, o Estado da Bahia, e o Brasil, para o mundo.

Christovão de Avila
Presidente do CCPCTorre



Link - Site: www.matadesaojoao.ba.gov.br
Link - Informativo


ANIVERSÁRIO DA CIDADE


Mata de São João completou 166 anos no último domingo, 15 de abril. A data foi comemorada com uma Missa Solene na igreja Matriz. Mas a comemoração continua durante todo mês de abril, com inauguração de novas escolas, pavimentação de ruas, entre outras obras que trarão melhoria na qualidade de vida do cidadão matense.


  

 

 


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Christovão de Avila
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Biografia

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